Dani Portela durante entrevista à Rádio Folha - Arthur Botelho/Folha de Pernambuco A deputada estadual Dani Portela (PT) defendeu que todos os membros do Partido dos Trabalhadores (PT) devem ser oposição à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). A declaração da parlamentar foi dada nesta terça-feira (23), em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM.
“Na política, a gente tem que ter posição. Eu sempre tive minha posição muito firme, independente de partido. Quando eu estava no Psol, nós declaramos oposição a Raquel Lyra. Liderei a oposição. Agora, no PT, também sou oposição a Raquel Lyra e acho que todo mundo do partido deveria defender o mesmo. Não dá para andar lado a lado com Mendonça Filho, com os Coelhos, com os Tércios, com os Collins. Onde essas pessoas estiverem, eu sempre vou estar do lado contrário”, argumentou. Apesar do PT e do próprio presidente Lula já terem declarado apoio ao pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB), alguns políticos do partido ainda declaram apoio a atual chefe do Executivo estadual. São os casos dos deputados estaduais João Paulo e Doriel Barros, do presidente da sigla no Recife e vereador da capital pernambucana, Osmar Ricardo, e do prefeito de Tabira, Flávio Marques. Durante a entrevista, Dani Portela afirmou que é inadmissível que integrantes do campo progressista flertem com o bolsonarismo, que estariam dividindo palanque com Raquel Lyra. “Aqui em Pernambuco, os bolsonaristas, a extrema direita, os fundamentalistas religiosos hoje são representados por essas famílias da fé - mercadores da fé, como eu tenho chamado - como os Tércios, os Collins, os Ferreiras. Infelizmente, essas pessoas vêm tendo não só palco, mas palanque nessa eleição. É contra esse palanque que a gente vai se levantar. E é inadmissível o campo progressista flertar com o bolsonarismo, dividindo o palanque, por exemplo, com o da governadora Raquel Lyra. Posicionamento Dani Portela também comentou sobre a repercussão do vídeo gravado por Lula, onde ele declara apoio a João Campos nas eleições estaduais. Na opinião da petista, as pessoas que questionaram a gravação deveriam cobrar posicionamento de Raquel Lyra em relação ao presidente. Ela ainda alfinetou a gestora estadual e o Partido Novo ao dizer que é conveniente permanecer neutro no cenário nacional. “Eu acho lamentável que as pessoas fiquem discutindo a subjetividade do porquê o presidente gravou ao invés de estar cobrando postura e posição da governadora Raquel Lyra. Ele deu o recado. A preocupação devia ser: a governadora vai declarar apoio ao presidente Lula? Porque ela foi neutra em outra eleição. É conveniente continuar neutra com o próprio Partido Novo, que de novo não tem nada, rumando para a direita, para o extremismo, para o bolsonarismo. É um partido que, inclusive, tem figuras políticas muito irresponsáveis”, disparou.


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