A DeepSeek vai estar entre as empresas de IA que vai apresentar informações sobre os riscos da tecnologia ao Conselho de Segurança das Nações Unidas esta quarta-feira.

A startup chinesa DeepSeek vai integrar o lote de empresas de inteligência artificial (IA) que vai prestar informações ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, avança a Reuters esta terça-feira. O encontro deverá acontecer esta quarta-feira com o intuito de discutir os riscos da IA, enquanto decorre a assembleia-geral das Nações Unidas em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança, composto por 15 membros, deverá reunir-se com diversas empresas para discutir a segurança da tecnologia, depois dos alertas este mês sobre a IA se poder tornar uma ameaça à humanidade.

Empresas de IA “estão a arriscar as nossas vidas”. Dez perguntas sobre o alerta que pôs um prazo na humanidade

Uma fonte avançou à Reuters que a DeepSeek foi convidada para prestar informações, assim como a Moonshot, outra empresa chinesa na área da IA. Segundo a agência, Liang Wenfeng, o fundador da DeepSeek, não tem intenção de participar na reunião, mas os planos ainda poderão mudar.

A DeepSeek tornou-se uma empresa conhecida globalmente no início de 2025, quando lançou um modelo de IA de código aberto, desenvolvido com menos chips e em menos tempo do que a IA das rivais norte-americanas.

Na semana passada, foi noticiado que Sam Altman, da OpenAI, também estará presente. Esta terça-feira, a Bloomberg avança que Dario Amodei, CEO da Anthropic, fará uma intervenção através de videoconferência no encontro.

AI has enormous potential, but a growing number of those building it are warning that development is racing ahead of our understanding of the risks.

We can’t afford to ignore their concerns.

We need genuine international cooperation & a coordinated global effort to make AI…

— António Guterres (@antonioguterres) September 17, 2026

Atualizado às 13h20 com informação sobre CEO da Anthropic