Um novo estudo da Universidade Drexel, na Filadélfia, nos Estados Unidos, revela que pode existir um sinal forte de demência que pode aparecer antes da perda ...
A perda de memória é um dos sinais precoces que as pessoas mais associam à demência. Contudo, pode existir outro sintoma de alerta a ter em conta e que aparece muito antes. De acordo com um novo estudo da Universidade Drexel, na Filadélfia, nos Estados Unidos, existe outro motivo de preocupação forte e que está relacionado com este problema de saúde.
Segundo a investigação, em causa estão distúrbios na voz. Pode ser um sinal de demência mais forte até que a perda auditiva. O declínio cognitivo, como a perda de memória e diminuição da capacidade de raciocínio são muitas vezes confundidas com o envelhecimento natural. Contudo, em algumas situações podem exigir uma atenção maior.
O estudo concluiu que pessoas que mostraram perda de qualidade na voz, sem perda auditiva, podem vir a ter um risco maior de 58% maior de vir a desenvolver demência ou algum problema a nível cognitivo.Leia Também: Demência. 5 mudanças na alimentação que podem ser alarmantes
A investigação foi publicada este mês no Journal of Voice e aponta que podem ser necessários mais estudos para concluir esta ligação entre a diminuição da qualidade da voz e os distúrbios cognitivos, sendo mesmo até superior à perda auditiva e à perda de memória.
“Se tem um distúrbio vocal que afeta a sonoridade da sua voz ou sente dor ao tentar falar ou cantar, é natural participar com menos frequência de atividades sociais ou outras atividades que estimulam o funcionamento do cérebro", revela Robert Sataloff, um dos autores do estudo, aqui citado pelo Mirror.
“Já observámos este comportamento em pacientes com doença de Parkinson, nos quais os distúrbios da voz frequentemente precedem outros sinais físicos da doença”, continua.
“Descobrimos a ligação mais forte com a demência entre doentes que apresentam distúrbio da voz e perda auditiva. Mas, o que é importante, descobrimos que aqueles com distúrbio da voz e sem perda auditiva apresentavam um risco maior do que doentes que apresentam apenas perda auditiva.”
O médico Johannes Uys, da Broadgate General Practice, revelou ao The Mirror alguns dos sinais precoces de demência, além da perda de memória, que o devem preocupar. Alguns são físicos e podem não ser assim tão óbvios.
O especialista alerta para que alguns dos sintomas podem variar de pessoa para pessoa. “Se notar algum destes sinais precoces em si mesmo ou em um ente querido, é importante consultar um profissional de saúde para uma avaliação completa. A deteção e a intervenção precoces podem ajudar a controlar os sintomas e fornecer o apoio necessário”, começou por dizer o especialista.
Assim, os sintomas que identifica estão relacionados com uma marcha instável, alguma falta de coordenação, tremores nos membros e alguma falta de jeito para realizar tarefas básicas do seu dia a dia.
“Os fatores de risco para demência variam consideravelmente, sendo alguns inevitáveis, como a idade, enquanto outros podem ser controlados por meio de ajustes no estilo de vida nos primeiros anos de vida”, continua o especialista.
Um estudo conduzido por investigadores da China concluiu que o consumo elevado de açúcar ao longo da vida poderá contribuir de forma significativa para o aparecimento de demência. Os casos verificaram-se em adultos de meia idade, na casa dos 50 anos.




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