A saída de bola pelo chão, tentando construir o jogo com passes desde a defesa, é cada vez mais uma tendência na Copa do Mundo. É o que mostra a análise do Grupo de Estudo Técnico da Fifa (Federação Internacional de Futebol).No Brasil, passaram-se os ú
A saída de bola pelo chão, tentando construir o jogo com passes desde a defesa, é cada vez mais uma tendência na Copa do Mundo. É o que mostra a análise do Grupo de Estudo Técnico da Fifa (Federação Internacional de Futebol).
No Brasil, passaram-se os últimos anos discutindo esse estilo de jogo implantado primeiro pelo técnico Fernando Diniz. Chamou-se a estratégia de saidinha.
Pois bem, segundo a Fifa, cada vez mais times, inclusive os de menor poderio técnico, têm adotado essa estratégia.
Na Copa de 2026, 48% dos times — ou seja, praticamente metade — têm usado a saída construída a partir do seu goleiro. Em geral, os tiros de meta são batidos sem a bola longa, com combinações entre zagueiros e goleiros.
Goleiros de times que se defenderam bastante na Copa, como Ronwen Willians (África do Sul) e Vozinha (Cabo Verde), tiveram o melhor desempenho no ranking da Fifa sobre goleiros com a posse de bola.
"Em alguns casos, vemos que os defensores jogam a bola para o goleiro. É uma jogada combinada. Nos últimos anos, o goleiro não joga mais uma bola longa. É quase proibido. Querem criar desde lá de trás", analisou o ex-goleiro suíço e membro do TSG (Grupo de Estudos Técnicos) Pascal Zuberbühler.
"Vejam Cabo Verde, como joga com o Vozinha. Ele foi fantástico nisso. Contra a Espanha, no primeiro jogo, eles conseguiram um 0 a 0. Ele fez quase tudo certo, com passes curtos e longos. Ele mostrou habilidade. O goleiro não serve apenas para o passe curto, mas também para o longo", disse
Já o argentino Pablo Zabaleta, também do grupo do estudos da Fifa, vê os times quase todos jogando com uma saída de três jogadores quando têm a posse de bola.
"Algumas equipes jogam com três atrás quando têm a posse de bola. Temos visto times com três defensores, usando um dos laterais como ponta", contou Zabaleta. "Metade das equipes tenta criar chances saindo jogando de trás."
O ex-jogador descreveu como o Brasil joga assim com essa linha de três, que agora é composta por Danilo, Marquinhos e Gabriel Magalhães. Mas, quando se defende, o time tem quatro atrás.
"Na fase de construção, o Brasil joga com três atrás. O time tem uma formação com quatro homens no meio. Matheus Cunha cai um pouco para ser o quarto jogador desse setor. Ter esses três atletas no meio faz com que os laterais virem quase pontas, subindo muito para abrir a marcação rival", contou Zabaleta.
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