Coluna Fernando Calmon nº 1.408 — 30/6/2026 Na recente edição do evento Future Mobility realizado na ...
Coluna Fernando Calmon nº 1.408 — 30/6/2026Na recente edição do evento Future Mobility realizado na capital paulista, híbridos e elétricos, conectividade, sustentabilidade e inovação foram motivo de discussões aprofundadas.
Reuniu fabricantes, fornecedores, empresas de tecnologia e especialistas que informaram e debateram soluções para os próximos anos.Uma das pautas mais interessantes foi apresentada pelo consultor Alexandre Briganti, executivo operacional-chefe da Bright Consulting. Ele chamou atenção para o desaparecimento paulatino do chamado carro popular.
Novas exigências regulatórias de itens de segurança, além de eficiência energética para diminuir consumo de combustível e emissões, tornaram os carros mais caros.Por outro lado, aumentou a oferta de novos veículos e de marcas chinesas que pressionaram os preços para baixo.Últimas notíciasNovo sedã elétrico da MG parte de R$ 95 mil, traz LiDAR e arquitetura de 800 V e supera 21...Elon Musk quer se livrar da Tesla China para poder unir sua marca automotiva com a SpaceX...Em uma era de telas e comandos digitais, a Lamborghini usa um botão sob tampa vermelha par...A Shelby leva a Ford F-150 2026 ao território dos esportivos com compressor mecânico e cob...Briganti prevê uma concorrência cada vez mais acirrada e até 2030 produtos chineses, importados ou produzidos localmente, poderão aumentar a participação de mercado para 30%.
Também na sua avaliação diferentes tecnologias vão conviver no mínimo em médio prazo. Isso inclui motores flex, semi-híbridos, híbridos plenos e plugáveis, além de veículos apenas elétricos.
Assim, o consumidor terá alternativas compatíveis com diferentes perfis de uso.EnqueteCarros populares mais caros e chineses em alta: melhor cenário para o consumidor em 4 anosVote e veja o resultado em tempo real. Mais opções e custo-benefício melhor com chineses 0%
Mais tecnologia e motores híbridos, mas sem tanto preço bom 0%
Preços ficam altos por exigências de segurança 0%
Mercado ainda caro, melhor esperar promoções 0%
Concorrência ajuda, mas qualidade e rede variam muito 0%16 votosEm outro evento, o Energy Summit, no Rio de Janeiro, o especialista israelense em eletroquímica Doron Aubarch chamou atenção para as baterias de sódio.“Além de que nunca teremos escassez de sódio, esta é uma alternativa às de lítio. A China representa um grande avanço com o lítio, mas outros países precisam de uma indústria local”, completou.Baterias de sódio apresentam menor risco de fogo e operam melhor em temperaturas extremas positivas ou negativas. Todavia entregam menor densidade energética. O seu preço deve igualar-se às de lítio no próximo ano.GWM confirma a segunda fábrica no BrasilNa cidade de Aracruz, a 80 km de Vitória, capital do Espírito Santo, será construída a segunda fábrica da GWM.
A empresa chinesa produz aqui desde agosto de 2025 nas instalações adquiridas da Mercedes-Benz, que interrompeu a produção em dezembro de 2020.
De lá saem os SUVs H6 e H0 e a picape Poer. A marca não informou o total a investir no estado capixaba, nem todos os produtos escolhidos.Contudo, há a confirmação de pelo menos um modelo: o SUV elétrico Ora 5, lançado no mês passado.A nova instalação industrial em área de 1,7 milhão de m² prevê a produção de veículos a combustão (certamente com motores flex), híbridos e elétricos.O novo investimento faz parte dos R$ 10 bilhões que a marca reservou ao Brasil ao longo de 10 anos (até 2032) e vai gerar 9.000 empregos diretos e indiretos.Local escolhido é estratégico por estar em um dos maiores polos logísticos e portuários, que abriga a primeira Zona de Processamento de Exportação de capital privado do País, inaugurada em julho de 2023.
A GWM terá então condições competitivas de exportar para os principais mercados da América Latina: Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia e México.Em janeiro deste ano a fabricante já havia anunciado tratativas com o governo estadual e agora, apenas seis meses depois, acertou o segundo investimento que poderá superar o total antes previsto de R$ 10 bilhões, a depender do crescimento do mercado brasileiro.
Produção acertada agora no segundo semestre na fábrica paranaense da Renault e a conveniência de um híbrido colocam o Geely em um bom posicionamento pelo preço competitivo.Caracterizado por uma parte frontal típica dos modelos chineses, o EX5 exagera um pouco no formato das tomadas de ar laterais.De perfil destacam-se rodas de 19 pol., frisos em torno das janelas e barras no teto discretas. Traseira inspira-se ligeiramente no Porsche Cayenne.Dimensões (mm): comprimento, 4.740; entre-eixos, 2.755; largura, 1.905 (2.200 com espelhos); altura, 1.685. Volumes (L): porta-malas, 428; tanque, 60. Massa: 1.782 kg.
Híbrido pleno. Motor 4-cilindros 1,5 L: potência 160 cv; torque 12,3 kgf·m. Motor elétrico: 218 cv; torque 26,7 kgf·m. Potência combinada: 262 cv; Torque combinado: 38,7 kgf·m. Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 14,6/13,3.Alcance (Inmetro km, cidade/estrada): 876/798. Tração dianteira. Câmbio automático DHT, uma marcha. Aceleração 0 a 100 km/h: 7,8 s.
No interior, chamam atenção o formato do volante, quadro de instrumentos de 10,2 pol. e acréscimo do sempre útil projetor de dados no para-brisa, além da grande tela multimídia de 15,4 pol. de boa resolução e espelhamento sem fio de Android Auto e AppleCarPlay.
Carregador de celular por indução no console fica em posição alta e exposta (na China não deve haver quadrilhas de quebradores de vidros para roubos).Espaço muito bom, inclusive para passageiros do banco traseiro. Porta-malas inclui estepe e ainda oferece mais de 400 litros. Há opção de interior claro ou escuro.Conforto de marcha destaca-se pela maciez, sem exagerar, além de lidar bem com buracos e ondulações. Surpreende a qualidade do sistema de áudio pelos alto-falantes nos encostos de cabeça, na frente e no teto, atrás.
Respostas ao acelerador muito boas para um SUV desse porte. Quanto ao consumo depende da escolha do motorista, que pode optar pelo motor recarregar a bateria.No quadro de instrumentos, estando a bateria com carga completa, aparecem mais de 1.000 km de alcance. Mas esta projeção cai rapidamente em uso cotidiano, mesmo sem excessos no acelerador.
Preço: R$ 244.990Quase 60% já usam I.A. na compra de carros no BrasilOs dados são do Google e apresentados durante o recente seminário Anfavea Visions 2026. Na pesquisa, 57% informaram que usam ferramentas de inteligência artificial (I.A.) no processo de escolha da marca e tipo de veículo.Isso acaba por alongar o tempo até a decisão final. Organizar informações e comparar opções pelo maior acesso a todo o universo de ofertas incentivam o consumidor a avançar nas pesquisas antes da escolha.Enquanto outros 30% apelam à I.A. para comparar fabricantes e modelos, 13% admitem transferir parte da decisão à própria I.A.Aqui estamos entre os mercados mundiais mais receptivos a essa mudança. Outra pesquisa, desta vez Google/Ipsos com 21.000 pessoas em 21 países, havia indicado que 54% dos brasileiros usaram I.A. generativa em 2024, acima da média global de 48%.


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