Mercado encerra sexta-feira perto da estabilidade, enquanto investidores seguem atentos às tarifas dos EUA e ao conflito no Oriente Médio
O dólar comercial encerrou o pregão desta sexta-feira (17/7) cotado a R$ 5,11, no mesmo patamar da abertura, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos desdobramentos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), também fechou praticamente estável, com levíssima queda de 0,06%, aos 173,7 mil pontos.
Ao longo da semana, o mercado repercutiu a confirmação da sobretaxa de 25% anunciada pelo governo do presidente Donald Trump sobre parte das exportações brasileiras, além das incertezas em torno das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã. No cenário doméstico, a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou que a atividade econômica brasileira segue aquecida, reduzindo parte das apostas em uma flexibilização mais rápida da política monetária.
Para Josias Bento, especialista em mercado de capitais da GT Capital, o mercado permanece dividido entre fatores domésticos e externos.
“A bolsa termina a semana com volatilidade e, no fim do dia, muito próxima do zero a zero. Além do tarifaço, as indefinições em relação ao conflito no Oriente Médio continuam sem uma definição, e o resultado é um IBC-Br que mostra uma economia ainda aquecida”, afirmou Josias.
Segundo ele, esse cenário reduz as expectativas de novos cortes nos juros no curto prazo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles “Esse fator diminui as chances de uma nova flexibilização da política monetária. Esses elementos trouxeram novamente o Ibovespa para baixo e o dólar para cima, com o investidor global diminuindo o apetite por risco nos mercados emergentes.”
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