Dorival Júnior quer permanecer no São Paulo, renovar contrato para 2027 e não coloca a questões financeiras como prioridade para definir seu futuro

Dorival Júnior quer permanecer no São Paulo, renovar contrato para 2027 e não coloca questões financeiras como prioridade para definir seu futuro, apurou o UOL.

O treinador tem relatado a pessoas próximas que está contente no clube e deseja continuar o trabalho, mesmo diante das dificuldades vividas nesta terceira passagem no Morumbis.

O pacote salarial de toda a comissão técnica gira em torno de R$ 2 milhões mensais, abaixo dos valores recebidos na seleção brasileira e no Corinthians, seus dois últimos trabalhos. Uma eventual negociação de números ficará a cargo do próximo presidente.

O desejo de Dorival não é uma novidade nos bastidores, mas o treinador tem reforçado a pessoas próximas que sua vontade de continuar vai além dos resultados imediatos. Mesmo com a campanha irregular no Campeonato Brasileiro e a pressão sofrida nas últimas semanas, o time é o nono colocado, com 42 pontos, e candidato à vaga na pré-Libertadores.

O que motiva o técnico, segundo fontes, é o bom ambiente no CT. Um interlocutor chegou a colocar panos quentes nas críticas de alas do Conselho Deliberativo, alegando que elas não encontram respaldo no dia a dia na Barra Funda.

O desejo de seguir no cargo persiste mesmo depois de Dorival enfrentar um processo de desgaste com aliados políticos do presidente Harry Massis Júnior. Na semana passada, suas críticas às condições dos gramados do CT da Barra Funda incomodaram integrantes da situação, que interpretaram as declarações como uma "muleta" para justificar os resultados abaixo das expectativas.

Após a vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, em 10 de outubro, o técnico afirmou viver um dos trabalhos mais complicados de sua carreira e disse que nenhum dos três campos disponíveis no centro de treinamento estava em condições adequadas para as atividades.

As declarações, no entanto, não alteraram a posição da gestão sobre o comando técnico. O São Paulo não trabalha com a possibilidade de demitir Dorival, considerando que uma ruptura também implicaria custos para um clube que atravessa dificuldades financeiras e institucionais — atualmente, a multa rescisória estaria na casa dos R$ 6 milhões.

Dorival foi contratado em maio justamente para conduzir a equipe em um período de crise. A avaliação da gestão é que uma mudança de treinador neste fim de temporada seria contraproducente, tanto pelo cenário esportivo quanto pela necessidade de dar estabilidade ao departamento de futebol.

A continuidade do treinador será discutida em meio, portanto, à transição política do São Paulo. A eleição presidencial está prevista para dezembro, com Marcelo Portugal Gouvêa candidato via oposição, enquanto a situação deve oficializar nos próximos dias Vinícius de Medeiros como cabeça da chapa.

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