Falamos das redes, que se enchem de artigos acessíveis que replicam gamas de luxo, das marcas mais copiadas, e ainda da melhor forma para saber se uma Louis Vu...
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Maria, sabes que há mais uma coisa incrível para visitarmos em Nova York.
Deixa-me adivinhar, mais um museu da moda.
Olha, não é bem isso, mas não andas muito longe.
"Do Avesso", um podcast sobre moda com Margarida Brito Pais e Maria Ramos Silva. Se não é um novo museu da moda, deve ser uma exposição ou uma nova loja daquelas que parecem um estúdio de arte.
Na realidade, é uma mistura dessas duas coisas. Estou a falar de uma exposição do artista Tom Sachs, que se chama "31 Rue Cambon" e que se trata precisamente de uma réplica de uma loja da Chanel. E olha que não lhe falta nada, nem os famosos espelhos.
Isso quer dizer que deve ter os tailleurs mais famosos da marca, incluindo o de 1997, usado pela Princesa Diana. Até aquelas icónicas carteiras de luxo, claro.
Tem tudo, mas há um detalhe importante. As carteiras são de cartão, os sapatos são placas de madeira pintadas e as joias são feitas com Legos. É uma experiência imersiva que pode ser visitada até dia 10 de outubro.
É incrível, parece que está a ter o mesmo sucesso, ou talvez ainda mais do que se fosse uma loja original, o que é extraordinário.
A verdade é que as pessoas adoram réplicas e clones. Isso está bom de ver aqui nas redes sociais com esta loucura dos dupes. Bem, trocado por miúdos.
Temos de explicar o que são isto dos dupes.
Os dupes são peças fortemente inspiradas nas marcas de luxo e comercializadas por marcas mais baratas.
Portanto, tu entras em qualquer loja de grande consumo e se fores atenta aos desfiles internacionais, consegues identificar rapidamente as peças que parecem retiradas de cada desfile. A procura é tanta por estas peças que existem milhares de vídeos em que o conteúdo é precisamente esse, mostrar.
Andar à caça de coisas parecidas. E aqui não estamos a falar só da Zara, que tem nos seus primórdios, de facto, esta ideia de democratizar o design de luxo, ou de uma Amazon, por exemplo.
Exatamente, ou a própria Temu, que tem muitos artigos deste género. Também falamos de marcas um pouquinho mais insuspeitas, desde a Uniqlo, a Cos, a Anthropologie, a Massimo Dutti. Há uns tempos até estava tudo louco nas redes sociais com uma camisola de malha da Chanel, de fecho.
Que não era de papel, presumo, era mesmo de malha.
Era mesmo de malha, tinha mesmo um fecho sério. E a Uniqlo parece que tinha uma coisa muito semelhante, então eram vídeos e vídeos.
Mais barato, muito mais barato. Às vezes nem falamos das peças mais distintivas em termos de design. A ideia é, sobretudo, conseguir a estética das grandes marcas de forma mais acessível. E até há uma grande procura por marcas de segmento médio em que já arranjas peças com mais qualidade.
Sim, isto até porque quem procura realmente bons dupes vai ver etiquetas, compara composições das peças de roupa, por exemplo. Não estamos a falar de um consumidor que quer uma cópia assumida, até porque este tipo de peças nunca imita os logotipos e geralmente até tem algumas diferenças dos originais. Aqui até para se manter na legalidade.
Que é importante. São uns duplos como no cinema, muito parecidos, mas no fundo, completamente diferentes, se formos ver bem. Isso dos componentes é muito importante, de facto, no mercado da beleza, por exemplo, que foi onde esta tendência começou a ganhar força. E em 2024 já valia mais de 2000 milhões de euros. Margarida, já que falaste na Zara, até nos perfumes eles entram neste campeonato.




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