A economia verde -as linhas de negócios de empresas globais listadas em Bolsa que geram receita com soluções climáticas- agora ostenta um valor de mercado recorde de US$ 10 trilhões. Leia mais (06/21/2026 - 18h00)
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
21.jun.2026 às 18h00
Edição Impressa Diminuir fonte
A economia verde —as linhas de negócios de empresas globais listadas em Bolsa que geram receita com soluções climáticas— agora ostenta um valor de mercado recorde de US$ 10 trilhões.
O aumento ocorre em um contexto de receita ligada a produtos e serviços ambientais, que atingiu US$ 5,5 trilhões no ano passado, expandindo-se no ritmo mais acelerado desde 2022, segundo relatório divulgado na semana passada pela LSEG (Bolsa de Valores de Londres).
Os investidores recompensaram esse crescimento: empresas que obtêm mais de 20% de sua receita com atividades verdes têm apresentado desempenho superior ao do mercado de ações em geral, afirmou a LSEG.
O índice S&P Global Clean Energy Transition subiu mais de 80% desde o final de 2024, mais que o dobro do retorno do S&P 500.
Apesar das crescentes tensões geopolíticas e do recuo das prioridades climáticas em algumas das principais economias, lideradas pelos Estados Unidos, as indústrias verdes têm demonstrado uma resiliência notável.
Isso se deve, em parte, ao fato de a transição energética estar entrando em uma nova fase, impulsionada tanto pela segurança e competitividade econômica quanto pela descarbonização, segundo a LSEG.
Para os investidores que perderam o interesse em ações verdes, o crescimento recente do setor deve criar "uma urgência em reavaliar" e repensar sua exposição, disse Jaakko Kooroshy, chefe global de pesquisa de investimentos sustentáveis da LSEG, em entrevista.
A LSEG define a economia verde como a proporção da receita das empresas gerada por soluções ambientais, que vão desde energias renováveis e água potável até eficiência energética e reciclagem. A empresa avaliou a exposição da receita a atividades comerciais verdes de mais de 21 mil empresas em todo o mundo.
O crescimento da receita foi generalizado no último ano, com 99 das 133 categorias de produtos e serviços verdes registrando ganhos. Veículos elétricos e as chamadas baterias avançadas foram "um destaque particularmente positivo", adicionando US$ 62 bilhões à receita, afirmou a LSEG.
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
A LSEG também analisou fusões e aquisições, que, segundo a organização, estão "se tornando um mecanismo cada vez mais crucial para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono". Fusões e aquisições relacionadas a energias verdes totalizaram US$ 4,1 trilhões na última década, representando quase 13% do valor total das transações globais, de acordo com a LSEG.
As negociações continuaram neste ano, lideradas pelo acordo da NextEra Energy para pagar cerca de US$ 67 bilhões em ações pela Dominion Energy.
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/k/5/cMRAGDRDKJmvvf6psNBw/2026-06-21t140441z-1400710924-rc2dylagisgx-rtrmadp-3-colombia-election.jpg)
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2024/t/Y/ejcQHrQcmqw0yz8o09hw/foto04pol-111-boavista-a19.jpg)