Presidente da Assembleia Legislativa foi oficializado candidato ao governo em convenção do PL com participação de Flávio e Michelle Bolsonaro por vídeo
Priorizar nos meus resultados Google O PL oficializou nesta sexta-feira, 24, a candidatura do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas, ao governo do estado, em uma chapa, por enquanto, sem vice. O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desfalcou a composição ao desistir do cargo. O partido vem tendo dificuldades de encontrar um nome com capital eleitoral para substitui-lo em meio ao afastamento da federação União-PP.
Deputado estadual de primeiro mandato, Douglas Ruas foi secretário das Cidades no governo Cláudio Castro (PL), onde estreitou a relação com prefeitos. Filho do capitão Nelson (PL), policial militar da reserva e prefeito de São Gonçalo, segundo maior colégio eleitoral do Rio, e inspetor de Polícia Civil, Ruas é considerado um nome atrativo para hastear a bandeira da segurança pública, prioritária ao bolsonarismo, especialmente no território fluminense, dominado por facções e milícias.
Desconhecido da maior parte da população, o deputado vai enfrentar o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), favorito nas pesquisas e veterano da política no Rio, que concorre com apoio do clã Reis, que dá as cartas em Duque de Caxias, outro colégio eleitoral importante. O principal articulador da candidatura de Douglas Ruas foi o deputado Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio, que participou da convenção nesta sexta.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e a primeira-dama Michelle Bolsonaro participaram do evento por videochamada após sua reconciliação. O senador Carlos Portinho será o candidato do PL ao Senado no Rio e estava presente no evento.
Em seu discurso, Ruas deu sinais do que deve ser a principal linha de sua campanha: tentar transferir a desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio a Eduardo Paes. O petista perdeu para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado nas eleições de 2022. “Não queremos o candidato do PT à frente do estado do Rio de Janeiro”, declarou.
Em uma estratégia de autosobrevivência, o deputado busca se descolar do ex-governador Cláudio Castro, que desistiu da candidatura ao Senado pressionado por investigações da Polícia Federal. “As pessoas não aguentam mais. Foram quatro anos de desmanche. O crime organizado avançou, restringiram a atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil”, disse sem mencionar expressamente o antigo aliado, que antes das operações da PF era visto como um cabo eleitoral importante.
A candidatura de Eduardo Paes foi oficializada na segunda-feira pelo PSD. O ex-prefeito endereçou a crise na segurança do Rio e elogiou a gestão interina do desembargador Ricardo Couto, que governa o Rio provisoriamente.

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