Diabos Vermelhos chegaram embalados nas edições do Brasil e da Rússia
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10.jul.2026 às 18h26
A Espanha bateu a seleção da Bélgica por 2 a 1, nesta sexta-feira (10), em jogo válido pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. Com a derrota, a "geração de ouro" de Kevin De Bruyne, 35, Thibaut Courtois, 34, Romelu Lukaku, 33, Youri Tielemans, 29, e Axel Witsel, 37, se despediu mais uma vez de um Mundial da Fifa. Boa parte deles provavelmente não deve voltar para 2030.
Eles são remanescentes do elenco que tinha o objetivo de levar a Bélgica ao patamar das seleções de elite do futebol. Ao quinteto ainda se somava Eden Hazard, hoje aposentado. À época com 23 anos, o atacante era destaque no Chelsea, da Inglaterra.
Apesar de veteranos àquela altura, Vincent Kompany, Marouane Fellaini e Dries Mertens são nomes importantes dos elencos que disputaram os Mundiais no Brasil (2014) e na Rússia (2018), marcados por grande expectativa na "geração belga".
O termo nasceu depois dos esforços da RBFA (Real Associação Belga de Futebol) para formar aquela que seria a melhor safra de jogadores do país. O projeto de longo prazo foi motivado por uma série de traumas vividos pela seleção da Bélgica nos anos 2000.
Em dez anos, o país acumulou uma eliminação precoce na Eurocopa de 2000, sediada por belgas e holandeses; uma derrota para o Brasil nas oitavas de final da Copa de 2002; e duas ausências nos Mundiais seguintes —Alemanha (2006) e África do Sul (2010).
Para o torneio no Brasil (2014), a RBFA convocou um elenco em que a média de idade era de 25 anos. Courtois tinha 22 anos em 2014 —é o mais jovem arqueiro a jogar como titular pelos Diabos Vermelhos em Copas do Mundo.
Do outro lado do campo, Eden Hazard era servido com os passes do meio-campista De Bruyne. Estrelas de Chelsea, da Inglaterra, e Wolfsburg, da Alemanha, a dupla foi responsável por três assistências e um gol na Copa de 2014. Aos 21, o atacante Lukaku também chegou ao Brasil como uma promessa. Marcou uma vez diante dos Estados Unidos. A Bélgica foi eliminada nas quartas de final pela Argentina.
Quatro anos mais tarde, já no Manchester United, Lukaku anotou quatro vezes no Mundial da Rússia e foi o artilheiro da equipe europeia. Hazard marcou outros três. Já De Bruyne foi o autor de um gol —o mais dolorido para os brasileiros naquele ano. Os belgas chegaram à semifinal e perderam para a França, ficando em 3º lugar na competição.
Já em 2022, a seleção caiu na fase de grupos do Qatar, depois de uma vitória sobre o Canadá, uma derrota para o Marrocos e um empate sem gols com a Croácia —carrasca do Brasil naquele ano.
Até então, os belgas somavam dois pontos e estavam empatados com o Irã e atrás do Egito, que liderava o Grupo G, com quatro.
Sem certeza da classificação, os Diabos Vermelhos precisavam da vitória diante da Nova Zelândia. Conseguiram a vaga com uma goleada por 5 a 1 sobre os All Whites. O duelo entre iranianos e egípcios terminou em 1 a 1, e os belgas passaram para o mata-mata na liderança.
Na fase de 32, Lukaku, Courtois e grande elenco deram uma mostra do porquê empolgaram tantos torcedores —e parte da imprensa— por mais de uma década. Os belgas buscaram uma virada improvável contra o Senegal, que teve dois gols de vantagem até os 41 minutos da etapa complementar.




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