Carlo Ancelotti não tem sido tão pragmático na seleção brasileira como foi ao longo dos seus 34 anos de carreira. Um dos motivos é o número de lesões: desde que assumiu a equipe pentacampeã mundial em maio do ano passado, ele nunca repetiu uma escalaçã
Carlo Ancelotti não tem sido tão pragmático na seleção brasileira como foi ao longo dos seus 34 anos de carreira. Um dos motivos é o número de lesões: desde que assumiu a equipe pentacampeã mundial em maio do ano passado, ele nunca repetiu uma escalação nos 14 jogos sob comando da nova equipe.
As várias mudanças na equipe fazem lembrar Lionel Scaloni, técnico campeão do mundo com a Argentina em 2022. Após perder para a Arábia Saudita na estreia por 2 a 1, o argentino fez cinco mudanças para enfrentar o México e seguiu o plano de alternar os titulares em todas as fases até chegar na final vencida nos pênaltis contra a França.
O modelo de sucesso da atual campeã poderia até ser um exemplo, mas Ancelotti nunca foi um treinador de muitas mudanças. O motivo para tantas variações no Brasil é por motivos físicos.
Nesta Copa do Mundo, o fantasma das lesões já apareceu e tirou duas peças importantes no esquema do italiano. Antes da competição ter início, Wesley sofreu uma lesão na virilha e foi cortado.
O lateral direito era a única opção ofensiva no setor e deixou uma lacuna que o treinador ainda tenta preencher. Começou com Ibañez, improvisado, e agora está com Danilo, lateral de origem, mas que tem jogado como zagueiro nos últimos anos.
O mais recente problema de Ancelotti é Raphinha. Com uma lesão na coxa, o jogador do Barcelona será desfalque pelas próximas duas semanas e só deve ter condições de jogo a partir das quartas, caso o Brasil continue vivo no torneio. Sem Raphinha, Ancelotti fez testes para encontrar o substituto.
No jogo contra o Haiti, a opção para o lugar de Raphinha foi Rayan. O jogador de 19 anos é o mais jovem entre os 26 convocados e tem apenas três jogos pela seleção. Para o jogo com a Escócia, nesta quarta-feira, Ancelotti não deu indícios sobre o titular, com Luiz Henrique, Gabriel Martinelli e Endrick também cotados para a vaga. Será a 15ª formação diferente do treinador.
Wesley e Raphinha não foram os únicos jogadores que Ancelotti perdeu por lesão. Eder Militão, Rodrygo e Estêvão eram nomes certos na lista do italiano para a Copa do Mundo, mas não foram chamados. O último era o xodó do treinador, que não escondia a admiração pelo talento do atacante do Chelsea.
Tantas ausências abriram brecha para o retorno de Neymar. Fora da seleção brasileira desde outubro de 2023, o camisa 10 foi chamado para a Copa do Mundo, mas ainda não estreou. Finalmente recuperado de uma lesão na panturrilha, Neymar foi relacionado para o jogo contra a Escócia, mas deve ficar apenas como opção nesta quarta-feira, às 19 horas, em Miami.
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