Espetáculo mistura capoeira e poesia para contar a história de Luiz Gama

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O espetáculo "GinGama", do Núcleo Iêê, apresentado gratuitamente no Sesc Avenida Paulista, combina capoeira, poesia marginal, música e jogos populares para contar a história do abolicionista Luiz Gama, advogado autodidata que conseguiu libertar centenas de pessoas escravizadas no Brasil no século 19.

As apresentações acontecem neste domingo (8) e nos dias 14 e 15 e fazem parte das celebrações do Mês da Consciência Negra.

O Núcleo Iêê, formado no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo, tem a capoeira como base para as suas construções cênicas. No espetáculo anterior, "Tudo que a Boca Come", de 2024, o grupo refletiu sobre a rotina dos entregadores de delivery e foi premiado em três categorias do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) —melhor espetáculo de dança, melhor interpretação (Rafael Oliveira) e prêmio técnico pelo figurino.

"GinGama" tem direção e coreografia de Rafael Oliveira e usa a capoeira como fio condutor para contar a história. Rimas e brincadeiras com a plateia também fazem parte da encenação.

Gama foi vendido pelo pai aos 10 anos para quitar uma dívida de jogo. Filho de uma mulher negra livre, ele foi levado de Salvador para São Paulo, onde foi escravizado. Após conquistar a liberdade, tornou-se rábula, como eram chamados os advogados sem formação acadêmica.

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"Trazemos o tema das apostas em diferentes sentidos: nos jogos online, no jogo do bicho e também nas situações cotidianas", diz Oliveira sobre a abordagem da encenação.

O espetáculo é para adultos e crianças, tem música ao vivo e a participação de poetas que fazem jogos com as palavras e com os corpos.

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