Senado do Paraguai aprova por unanimidade impeachment de Santiago Peña O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment do presidente Santiago Peña. Ele foi destituído do cargo em meio a uma crise política provocada pelo fechamento do banco digital ueno. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Durante os pouco mais de três anos em que esteve no poder, Peña também enfrentou episódios de tensão diplomática com o Brasil. Dois deles ganharam destaque:

07/11/2026 03h00 Atualizado 07/11/2026

O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment do presidente Santiago Peña. Ele foi destituído em meio a uma crise no banco digital ueno.

Em março de 2025, Brasil e Paraguai enfrentaram atrito diplomático. A revelação de espionagem da Abin na usina de Itaipu motivou a suspensão das negociações do Anexo C.

Em julho de 2026, falas de Lula sobre a Guerra do Paraguai geraram protestos de Assunção. O governo paraguaio enviou nota de protesto e pediu troféus de guerra.

O canhão El Cristiano, de 12 toneladas, é reivindicado pelo Paraguai há mais de uma década. A peça está no Museu Histórico Nacional desde 1870.

Senado do Paraguai aprova por unanimidade impeachment de Santiago Peña

O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment do presidente Santiago Peña. Ele foi destituído do cargo em meio a uma crise política provocada pelo fechamento do banco digital ueno.

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Durante os pouco mais de três anos em que esteve no poder, Peña também enfrentou episódios de tensão diplomática com o Brasil. Dois deles ganharam destaque:

a revelação de uma operação de espionagem hacker contra autoridades paraguaias;as falas do presidente Lula sobre a Guerra do Paraguai, além de uma nova disputa pela devolução de um canhão levado pelo Brasil durante o conflito.

Os dois episódios envolveram questões sensíveis para os países vizinhos: a negociação sobre a energia produzida pela usina de Itaipu e a memória de um dos conflitos mais traumáticos da história paraguaia.

Relembre os episódios a seguir:

Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional — Foto: Vista aérea da usina - Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional - Divulgação

Em março de 2025, Brasil e Paraguai entraram em um atrito diplomático após a revelação de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) havia autorizado uma operação hacker contra sistemas do país vizinho.

Um funcionário da Abin afirmou em depoimento à Polícia Federal que agentes brasileiros mantiveram operações de invasão a sistemas da Presidência da República e do Congresso do Paraguai.A ação também envolveu acessos a equipamentos de autoridades envolvidas nas negociações sobre as tarifas de Itaipu. As informações foram publicadas pelo portal UOL e confirmadas pela TV Globo.

As ações tinham como objetivo obter informações sigilosas sobre as tratativas relacionadas ao Anexo C do Tratado de Itaipu, que estabelece as bases financeiras e as condições de comercialização da energia produzida pela usina.

O depoimento apontou que a operação começou em junho de 2022, durante o governo Jair Bolsonaro (PL), e continuou após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023.

À época, em nota conjunta, a Presidência da República e o Ministério das Relações Exteriores confirmaram a existência da operação, mas afirmaram que ela foi encerrada em março de 2023, quando o governo Lula tomou conhecimento das ações.

A revelação provocou uma reação do governo Peña. O Paraguai convocou o embaixador brasileiro em Assunção para pedir explicações e anunciou a suspensão das negociações sobre a revisão do Anexo C de Itaipu.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Presidente da República do Paraguai, Santiago Peña, no Palácio do Itamaraty. — Foto: Ricardo Stuckert / PR