EUA concluem nona noite consecutiva de ataques contra o Irã O Irã pediu à agência nuclear da ONU que condene os ataques dos EUA que, segundo o país, tiveram como alvo a usina nuclear de Darkhovin, em construção no sudoeste do país. "O Irã espera que o Conselho de Governadores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e o Diretor-Geral da AIEA, que ocasionalmente fazem declarações políticas sobre a questão nuclear iraniana, declarem claramente sua posiçã

20/07/2026 06h12 Atualizado 20/07/2026

O Irã pediu à agência nuclear da ONU que condene ataques dos EUA contra a usina de Darkhovin, em construção.

O Comando Central americano concluiu neste domingo (19) a 9ª noite de ataques. A meta é reduzir a capacidade do Irã de atingir embarcações em Ormuz.

No sábado (18), o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas entre Washington e Teerã.

Nesta segunda-feira o presidente Masoud Pezeshkian declarou "guerra em grande escala" com os EUA. Mediadores propõem cessar-fogo de 10 dias para reativar o acordo.

EUA concluem nona noite consecutiva de ataques contra o Irã

O Irã pediu à agência nuclear da ONU que condene os ataques dos EUA que, segundo o país, tiveram como alvo a usina nuclear de Darkhovin, em construção no sudoeste do país.

"O Irã espera que o Conselho de Governadores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e o Diretor-Geral da AIEA, que ocasionalmente fazem declarações políticas sobre a questão nuclear iraniana, declarem claramente sua posição sobre o assunto, condenando o crime dos EUA", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, em uma coletiva de imprensa em Teerã nesta segunda-feira (20).

Além da instalação, os ataques dos EUA também atingiram vários locais na cidade portuária de Bushehr, no sul do Irã, onde fica a única usina nuclear civil do país, informou a mídia estatal iraniana Irna.

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Em comunicado divulgado na noite deste domingo (19), o Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas ofensivas no Oriente Médio, informou ter concluído a nona noite consecutiva de ataques contra o Irã.

Fumaça sobe após uma explosão em local não identificado durante ataques dos Estados Unidos contra o Irã — Foto: U.S. Central Command/Handout via REUTERS

Segundo os militares americanos, os alvos incluíram centros de comando, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação, e a operação teve como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.

O porta-voz do chanceler iraniano também afirmou nesta segunda que Teerã não permitirá que Ormuz seja usado por seus inimigos para ameaçar a segurança do país:

"Não podemos permitir que esta hidrovia seja usada indevidamente novamente para ameaçar a segurança e os interesses nacionais do Irã", disse Baghaei, acrescentando que o país está "determinado a tomar as medidas necessárias" para salvaguardar sua soberania.

💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área.

Escalada do conflito

Os bombardeios contra a infraestrutura nuclear iraniana ocorrem após o anúncio da morte de três militares dos EUA: dois em uma base militar na Jordânia e um no norte do Iraque, durante a detonação controlada de uma munição não detonada.

O presidente norte-americano, Donald Trump, lamentou as mortes, em entrevista e afirmou: "Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país".

Nesta segunda, o Pentágono revelou a identidade de dois dos mortos: