A antiga ministra espanhola do Trabalho Fátima Báñez, atual presidente da Fundação CEOE, encontra-se entre as pessoas dadas como desaparecidas na sequênci...
Fátima Báñez seguia num comboio de alta velocidade da empresa Iryo, que fazia a ligação entre Madrid e Sevilha. De acordo com o El Mundo, a antiga ministra viajava na primeira carruagem e integrava uma delegação empresarial que se deslocava à capital andaluza para participar nas comemorações do Dia da Empresa, um evento organizado pela Confederação de Empresários da Andaluzia (CEA).
A presença de Fátima Báñez num dos comboios envolvidos no acidente foi confirmada pela Fundação CEOE, organização da qual é presidente. Perante a ausência de notícias sobre o seu paradeiro, o marido da ex-ministra deslocou-se à zona onde ocorreu o acidente.
O acidente ocorreu por volta das 8h35, entre as localidades de Urda e Los Yébenes, na província de Toledo, um comboio Iryo colidiu com um comboio AVE, da Renfe, que se encontrava imobilizado. A gravidade da ocorrência levou à mobilização de equipas de emergência, bombeiros e profissionais de saúde, que iniciaram as operações de socorro e a identificação das vítimas. A circulação ferroviária de alta velocidade entre Madrid e a Andaluzia foi suspensa na sequência do acidente.
A Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) manifestou publicamente a sua preocupação com o desaparecimento de Fátima Báñez, indicando que aguardava notícias sobre a presidente da sua fundação.
A organização expressou também consternação perante a dimensão do acidente e apresentou condolências às famílias das vítimas, manifestando solidariedade para com todas as pessoas afetadas.
Fatima Báñez preside à Fundação CEOE desde 2020, depois de uma carreira política marcada pela sua passagem pelo Governo espanhol. Foi ministra do Trabalho e da Segurança Social de Espanha entre 2011 e 2018, durante os governos liderados por Mariano Rajoy, do Partido Popular (PP). Durante esse período, esteve à frente de uma das áreas centrais da política económica e social espanhola.
Após deixar o Governo, manteve a ligação ao mundo empresarial, assumindo a presidência da Fundação CEOE, ligada à principal organização representativa dos empregadores espanhóis.




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