A expansão das fontes renováveis no Brasil criou uma demanda que vai muito além da instalação de placas solares. À medida que novas usinas, empresas, indústrias, veículos elétricos e sistemas de geração distribuída entram em operação, cresce também a necessid…

A expansão das fontes renováveis no Brasil criou uma demanda que vai muito além da instalação de placas solares. À medida que novas usinas, empresas, indústrias, veículos elétricos e sistemas de geração distribuída entram em operação, cresce também a necessidade de uma infraestrutura capaz de receber, transformar, proteger e distribuir essa energia.

Foi nesse mercado, menos visível para o consumidor final, mas essencial para o funcionamento do sistema elétrico, que o empresário Emiliano Gazquez construiu uma empresa que chegou a R$ 150 milhões de faturamento em 2025.

Fundador da Gazquez Painéis Elétricos, o empreendedor começou a carreira aos 16 anos como office boy em uma empresa de manutenção de disjuntores de alta tensão. Décadas depois, com experiência acumulada na área técnica, comercial e de gestão, transformou o conhecimento adquirido no setor em uma indústria especializada na fabricação de subestações e painéis elétricos.

Hoje, a companhia possui 152 colaboradores, três unidades fabris em São Paulo e oito CNPJs, além de um parque industrial voltado à fabricação de equipamentos utilizados na infraestrutura de energia.

O crescimento da empresa acompanha uma transformação mais ampla do mercado brasileiro: a necessidade de ampliar a infraestrutura elétrica para sustentar a expansão das fontes renováveis.

"Para ter abastecimento tem que ter infraestrutura. Para ter infraestrutura precisa ter subestação de energia, que é o que eu fabrico", afirma Gazquez.

O mercado por trás da expansão das energias renováveis

A popularização da energia solar modificou o perfil da geração de eletricidade no Brasil e abriu espaço para uma extensa cadeia de fornecedores.

Embora o consumidor normalmente associe a energia solar às placas instaladas em telhados e terrenos, a geração de eletricidade é apenas uma etapa do processo. Para que essa energia possa ser utilizada com segurança, é necessário contar com equipamentos responsáveis por transformação, proteção, controle e distribuição.

É nesse ponto que entram as subestações e os painéis elétricos.

À medida que projetos de geração crescem, aumenta também a necessidade de equipamentos capazes de suportar novas cargas e integrar diferentes pontos da infraestrutura elétrica.

Para Gazquez, esse movimento criou uma oportunidade de longo prazo.

"A expansão da geração solar, dos veículos elétricos e dos eletropostos exige infraestrutura. Não adianta produzir energia se não existe estrutura para receber, transformar e distribuir essa energia", explica.

A empresa passou a acompanhar esse movimento justamente em um momento de aceleração da demanda por infraestrutura relacionada à geração renovável.

O resultado foi uma mudança significativa de escala.

De R$ 20 milhões para R$ 150 milhões

Entre 2019 e 2025, o faturamento da Gazquez Painéis Elétricos cresceu de aproximadamente R$ 20 milhões para R$ 150 milhões.

Nos últimos três anos, a empresa registrou faturamento de R$ 144 milhões em 2023, R$ 148 milhões em 2024 e R$ 150 milhões em 2025.

O crescimento aconteceu em paralelo à expansão dos investimentos em capacidade produtiva.

Atualmente, a companhia possui três unidades fabris na região de Mairiporã e Atibaia, no estado de São Paulo, e emprega 152 pessoas.