O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino em relação à Polícia Federal e marcou uma sessão no...

Siga UOL Notícias noOuvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino em relação à cúpula da Polícia Federal e marcou uma sessão no plenário da corte para o dia 15 de setembro para decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado pelas suspeitas de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Fachin determinou que todas as decisões envolvendo os ministros do STF devem passar pela presidência. Ele marcou a análise do processo de Mendonça, que envolve o ministro Alexandre de Moraes, para ser analisada pelo plenário em sessão extraordinária no dia 15 de setembro, às 10h.

Fachin cita "conflitos e sobreposições processuais". Segundo o presidente do STF, as decisões de diferentes ministros passaram a tratar de fatos e autoridades parcialmente coincidentes. Para ele, isso cria risco de decisões contraditórias e "tumulto processual".

Todos os elementos contidos nas decisões proferidas até o presente momento evidenciam que os fatos merecem a devida elucidação. Há especial dever de se assegurar a integridade e a adequada direção dos trabalhos desta Corte.Edson Fachin, em decisão que suspende afastamento feito por Mendonça

É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência.Edson Fachin, em decisão que dá prazo para chefe da PF se manifestar

Direção da PF fica mantida. Fachin suspendeu a decisão de André Mendonça, do dia 8 de setembro de 2026, que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada.

Reintegração decidida por Dino também é suspensa. O argumento é que o tema já é analisado pela presidência do STF em outro processo.

Fachin tirou o inquérito das fake news do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. A investigação agora ficará com a presidência do tribunal. As decisões tomadas até o dia de hoje ficam mantidas e são válidas. Ele não se pronunciou sobre o tempo que o inquérito ainda vai durar.

Qualquer procedimento que mire integrantes do Supremo tem de passar pela presidência do STF. Ele suspendeu todo e qualquer procedimento que verse sobre potencial investigação em face de integrantes do próprio Supremo.

Sessão no plenário marcada. Ela será extraordinária, na próxima terça (15), às 10h, em dia e horário distinto dos habituais, que são às quartas e quintas na parte da tarde.

Plenário vai analisar relatório da PF sobre Moraes e afastamento de diretores da PF. O documento da PF foi criticado por ter feito uma investigação de um membro do Supremo sem autorização do plenário. Também devem decidir se deve ser aberta ou arquivada investigação contra Moraes.

Suspensão de procedimento da PGR (Procuradoria-Geral da República). Fachin também suspendeu o Procedimento de Controle Externo instaurado pela PGR até que o STF tome uma nova decisão sobre o caso.

Andrei Rodrigues tem 48 horas para se manifestar. O diretor-geral tem esse prazo para apresentar esclarecimentos, caso queira, antes que a corte decida sobre sua permanência no cargo.

A origem da crise é a investigação da Operação Compliance Zero, relacionada às suspeitas envolvendo o Banco Master. Mendonça assumiu a relatoria dos processos conexos em fevereiro e, em 24 de agosto, determinou que a PF atualizasse informações sobre a suposta rede de influência de Daniel Vorcaro. Mendonça pediu um relatório à corporação sobre o envolvimento de Moraes.

Mensagens entre Moraes e Vorcaro tiveram sigilo levantado. A crise foi instalada no Supremo após Mendonça tornar público o relatório da PF com mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O material mostra que Vorcaro tinha proximidade com Moraes, com quem conversava frequentemente.

O relatório reúne 52 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a um número identificado pela PF como pertencente a Moraes. Elas foram encaminhadas entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Mendonça também pediu manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) nesse inquérito.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou dupla nulidade do processo de Mendonça. Segundo Gonet, Mendonça não poderia ter determinado diretamente à PF que aprofundasse a apuração sobre outro ministro sem autorização do plenário do STF ou iniciativa do Ministério Público. O procurador-geral também é citado nas mensagens entre Vorcaro e Moraes.

Afastamento do diretores da PF. Mendonça havia determinado na terça-feira (8) o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, além da abertura de investigações sobre a atuação dos dois. Fachin suspendeu a decisão e o andamento do processo relatado por Mendonça.

Em nota, a AGU (Advocacia-Geral da União) disse que recebeu a decisão com "satisfação, respeito e esperança". O órgão tinha recorrido ao presidente do STF contra a decisão de Mendonça que afastou os diretores da PF. "A decisão restaura a ordem pública e administrativa e, sobretudo, reafirma a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República", diz a manifestação da AGU.

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