Depois de descer em abril e maio, a percentagem de desinformação criada com IA voltou a subir. Zelensky e conteúdos anti-LGBTQ+ foram alvos frequentes.

A percentagem de notícias falsas criadas ou manipuladas com Inteligência Artificial (IA) voltou a aumentar em junho e julho, depois da descida registada em abril e maio, segundo o relatório mensal do Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO).

As 30 organizações da rede de verificação de factos do EDMO na União Europeia (UE) e na Noruega que contribuíram para o relatório publicaram, em julho, um total de 1.397 artigos de verificação de factos, dos quais 253 (18%) identificaram o recurso à IA como estratégia de manipulação desinformativa.

A percentagem registada em julho aproxima-se dos valores máximos observados em janeiro e março deste ano, quando o recurso à IA representou 20% dos artigos analisados.

Em julho, a IA foi frequentemente utilizada para atacar figuras políticas, incluindo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A tecnologia foi também utilizada na disseminação de conteúdos anti-LGBTQ+ durante o Pride month.

Outras organizações europeias que contribuíram também para o relatório: AFP, Belarusian Investigative Center, FakeNews Tracker (fakenews.rs), Dogruluk Payi, Faktoje.al, Geofacts, Istinomer.rs, Istinomjer, hibrid.info, Metamorphosis Foundation, Myth Detector, Raskrinkavanje.ba, Teyit, VoxUkraine.