O duelo entre os bois-bumbás terá três noites de apresentações no Bumbódromo, no Amazonas

Compartilhar matériaA disputa entre Caprichoso e Garantido começa nesta sexta-feira (26) no interior do Amazonas. Durante as três noites do Festival de Parintins 2026, vão se apresentar 21 itens, individuais e coletivos.

A CNN Brasil elencou todos os itens presentes na disputa em uma das principais manifestações culturais do Brasil, considerada Patrimônio Cultural Imaterial pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

O confronto entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido acontece dentro da arena do Bumbódromo, durante três noites. Os bois contam com o tempo mínimo de duas horas e o máximo de duas horas e 30 minutos por apresentação, em cada noite.

Todos os itens são divididos em três blocos — A, B e C, conforme o regulamento do espetáculo.

Os blocos são julgados por um grupo de três jurados por setor, especializados no quesito do bloco.

Responsável por guiar o tema da noite. É um anfitrião, mestre de cerimônia, é quem conduz o espetáculo e apresenta todos os outros itens na arena.

É o responsável por cantar e interpretar as toadas do festival durante a apresentação no bumbódromo.

É o setor que dá ritmo aos bumbás. A Marujada pelo Caprichoso e a Batucada pelo Garantido. São grupos de pessoas, com seus instrumentos, que dão a sustentação rítmica das apresentações.

A encenação ou recriação de rituais indígenas. Pode ser com alegorias e coreografias, tudo baseado no contexto folclórico.

É a responsável por conduzir o estandarte do boi-bumbá durante os espetáculos na arena, representando a fundação do boi.

É o versador do boi. Responsável por entoar versos exaltando o boi, sua torcida e também provocando o adversário. Ele representa o dono da fazenda, dono do boi e pai da sinhazinha da fazenda.

Filha do dono da fazenda, ela é dona de uma beleza angelical. Precisa ter leveza, graça, desenvoltura, simplicidade e alegria.

É representante das tradições, das lendas, histórias e costumes da região amazônica.

Cunhã-poranga é a "moça bonita" da aldeia. A guardiã de seu povo. Expressa força por meio da beleza. É a guerreira nativa, incorporando toda a ancestralidade dos povos indígenas. Mostra a luta e o poder da mulher.

Símbolo da manifestação popular, motivo e razão de ser do festival. O tripa do boi é o responsável pela coreografia e movimentos da figura de um boi real durante a apresentação no bumbódromo.

É a melodia que acompanha as apresentações dos bois-bumbás, e é um elemento central da competição. São narrações de contos folclóricos e indígenas.

É uma figura fundamental que representa, no espetáculo, o líder espiritual e religioso dos povos indígenas. Ele é o curandeiro, xamã, sacerdote, ponto de equilíbrio das tribos. No auto do boi, é quem ressuscita o boi favorito da sinhazinha da fazenda.

É a representação indígena por meio de coreografias, indumentárias, músicas e rituais que recriam tradições étnicas da região amazônica. Disputa, na arena, o melhor desempenho do corpo de dança representando indígenas.

A liderança de uma aldeia está representada neste item que, por força da disputa, é o chefe da tribo, representa o imaginário indígena amazônico.