Flávio Bolsonaro divulga carta nos EUA comparando sua saída do Brasil ao exílio de Rui Barbosa e líderes venezuelanos para justificar liderança no exterior.

Para entenderFlávio Bolsonaro usa exemplos históricos para justificar sua saída do BrasilPor Gazeta do Povo Lab

Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleFlávio Bolsonaro citou personalidades históricas e líderes da oposição venezuelana para defender atuação política fora do Brasil. (Foto: Antônio Lacerda/EFE)O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta nesta quarta-feira (28) nos Estados Unidos para explicar sua saída do país e defender sua atuação política no exterior. Após deixar o território brasileiro em meio a determinações do STF, o parlamentar afirmou que pretende liderar a oposição a partir de solo americano, comparando sua situação à de figuras históricas que enfrentaram perseguições.

Na carta divulgada após sua chegada aos Estados Unidos, o senador mencionou o jurista brasileiro Rui Barbosa, que se opôs ao governo de Floriano Peixoto no início da República e buscou asilo no exterior. Ele também citou o general francês Charles de Gaulle, que liderou a resistência contra os nazistas a partir de Londres durante a Segunda Guerra Mundial, e o revolucionário cubano José Martí, que articulou a independência de seu país enquanto vivia em Nova York. Segundo Flávio, esses exemplos mostram que é possível lutar pela própria nação mesmo estando longe do território nacional.

Flávio Bolsonaro destacou os nomes de Juan Guaidó, Edmundo González Urrutia e María Corina Machado para reforçar seu argumento de resistência no exterior. Ele lembrou que Guaidó se declarou presidente interino contra Nicolás Maduro e acabou se mudando para os Estados Unidos. Também citou González, que disputou a eleição de 2024 e recebeu asilo na Espanha após ter a prisão decretada, e María Corina, vencedora do Nobel da Paz de 2025. O senador afirmou que todos esses líderes foram tratados como criminosos por seus regimes, mas que a história deu a eles um veredito diferente.

A partida de Flávio Bolsonaro ocorreu logo após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega de seus passaportes. Essa ordem judicial foi expedida dias depois do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, realizado no domingo (25), em que Flávio disputava o cargo contra o atual presidente Lula. Antes de desembarcar nos Estados Unidos com sua família, o parlamentar passou por outros países da América do Sul, como Argentina e Equador, alegando que sua saída foi necessária diante do que classificou como perseguição.

No documento divulgado, o senador declarou explicitamente que não abandonou os brasileiros e que pretende ser a 'voz e a liderança livre' da nação a partir do exterior. Ele afirmou que a luta política não se encerrou com o resultado das urnas no dia 25 de outubro e que seu objetivo é liderar a oposição brasileira fora do alcance das autoridades que o investigam. Flávio ressaltou que sua missão só terminará quando considerar que o Brasil voltou a ser um país livre, mantendo suas atividades políticas ativas e mobilizando seus apoiadores mesmo estando fisicamente fora do país.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

Flávio cita líderes da oposição ao chavismo e figuras históricas para defender atuação no exteriorDeixe sua opinião

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