As intervenções foram pontuadas por palavras de parabéns e de boas-vindas aos cerca de 300 “caloiros” dos três cursos da FMUP: oMestrado Integrado em Medicina (MIMED), aLicenciatura em Saúde Digital e Inovação Biomédica (SauD InoB)e aLicenciatura em Ciências da Saúde Pública, que faz este ano a sua estreia. Odiretor da FMUPmarcou presença nesta que foi a sua última cerimónia de receção no cargo. Aos estudantes que iniciam o seu percurso na FMUP neste ano letivo de 2026/2027,

Foi com o Auditório do Centro de Investigação Médica (CIM) completamente cheio que decorreu, no dia 15 de setembro, a cerimónia de receção aos novos estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

As intervenções foram pontuadas por palavras de parabéns e de boas-vindas aos cerca de 300 “caloiros” dos três cursos da FMUP: o Mestrado Integrado em Medicina (MIMED), a Licenciatura em Saúde Digital e Inovação Biomédica (SauD InoB) e a Licenciatura em Ciências da Saúde Pública, que faz este ano a sua estreia.

O diretor da FMUP marcou presença nesta que foi a sua última cerimónia de receção no cargo. Altamiro da Costa Pereira sublinhou que a Faculdade está “a atravessar um bom momento”, um “momento de renovação”, o que o faz sentir-se “extremamente sossegado”.

Aos estudantes que iniciam o seu percurso na FMUP neste ano letivo de 2026/2027, salientou que entraram numa instituição “antiga, mas não velha” e aconselhou-os a “cultivarem o pensamento crítico”.

O diretor eleito, Roberto Roncon de Albuquerque, centrou o seu discurso no futuro das Ciências da Saúde, numa era marcada pelo digital e pela inteligência artificial, cuja projeção na saúde é “inquestionável”.

Neste novo “paradigma”, que deverá “libertar os profissionais de áreas mais repetitivas e técnicas”, o diretor eleito disse aos estudantes que terão de ser “líderes de equipas e de instituições”, mas também “exemplos” a seguir, “pessoas virtuosas, íntegras e com pensamento crítico”, funcionando como “provedores do doente”.

A diretora do Mestrado Integrado em Medicina deixou também algumas mensagens aos “caloiros”. “Não se percam. Não percam o foco. É preciso estudar. Estudem para saber”, apelou. Cidália Pina Vaz também aflorou o tema da fraude académica, pedindo aos estudantes que “não usem a IA para fazer batota”, ao mesmo tempo que lhes pediu “honestidade” e “sigilo” como princípios.

João Fonseca, diretor da SauD InoB, elogiou os novos estudantes por terem escolhido “a melhor faculdade na área da saúde”. Numa área em profunda transformação, o responsável lembrou a máxima de Abel Salazar – O médico que só sabe de medicina nem de medicina sabe – para a estender ao domínio do digital e da literacia de dados.

De olhos postos no futuro e no início de um “percurso exigente”, o docente elegeu ainda quatro “pilares fundacionais para realmente fazerem a diferença: curiosidade, pensamento crítico, arrojo e perseverança”.

A Carla Lopes, diretora da nova Licenciatura em Ciências da Saúde Pública, juntou-se Raquel Duarte, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), na receção aos primeiros estudantes deste curso que se estreia na academia, juntando as duas escolas médicas da U.Porto. Destacando o papel do atual diretor da FMUP na criação desta nova licenciatura, as suas palavras foram sobretudo dirigidas aos “caloiros”, aos quais desejou, desde o primeiro dia, coragem, confiança e felicidade.

“Que encontrem felicidade nas amizades que vão criar, nos projetos que vão desenvolver, nas metas que vão alcançar e também no impacto positivo que poderão ter na vida das pessoas”, afirmou.

Enquanto presidente do Conselho Pedagógico, João Sérgio Neves deu igualmente as boas-vindas àquela que é “a melhor faculdade de medicina de Portugal”, dando como exemplos os estudantes a quem entregou os 14 Prémios de Mérito do MIMED.

O presidente da Associação de Estudantes da FMUP (AEFMUP) usou, a seguir, da palavra para dar os parabéns aos agora ingressados nos três cursos pela sua conquista, que lhes permite ostentar o “selo FMUP”. Confessando que passou aqui alguns dos melhores anos da sua vida, garantiu, além da reconhecida capacidade formativa, o acesso a uma série de atividades ao longo do seu percurso nesta que será a sua nova casa.

A cerimónia contou ainda com as alocuções de João Gil de Sousa, Dux Medicus Facultis, e de José Paulo Andrade, presidente da Comissão de Acompanhamento da Praxe Académica (CAPA), que instou à comunicação de eventos que não cumpram os objetivos da praxe, nomeadamente o acolhimento, a integração e a criação de pontes). Para o professor, os princípios assumidos pelos médicos e profissionais de saúde perante a sociedade, como o respeito pela autonomia do outro, não podem ser esquecidos na relação com os colegas.

A animar esta receção aos estudantes estiveram a Tuna Feminina de Medicina do Porto, o Grupo de Fados de Medicina do Porto, o Grupo Amador de Teatro Universitário (GATU) e, a fechar, a Tuna de Medicina do Porto.

Estacionamento condicionado na Rua do Parque 20 de setembro, VNSA – Câmara Municipal de Santiago do Cacém

Na qualidade de keynote speaker, o Presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, destacou a importância de preservar uma política de coesão forte, próxima dos territórios e capaz de responder aos desafios da competitividade, da inovação e da coesão territorial. Defendeu ainda que o Norte dispõe hoje de ativos únicos nas áreas da ciência, tecnologia, talento e capacidade empresarial, mas que o grande desafio passa por transformar essa capacidade instalada em mais valor económico, melhores salários e maior qualidade de vida.

Durante a intervenção, foi ainda apresentada a visão da CCDR NORTE para o futuro da região, assente na Estratégia NORTE 2040 e numa nova geração de políticas públicas que reforcem a governação em rede, a capacitação dos territórios e a execução eficaz dos investimentos europeus.

A sessão reforçou a importância da colaboração entre empresas, universidades, autarquias e instituições para construir uma Região Norte mais competitiva, sustentável, inovadora e coesa.

Com mais de 181 mil habitantes, a Amadora é o concelho com maior densidade populacional do país.