HackTown: o que não pode faltar na mochila de quem vai ao festival de inovação em MG Um foguete que já voou, um robô que trabalha no terreiro de café e uma inteligência artificial capaz de ler um desenho técnico em poucos minutos. À primeira vista, as tecnologias parecem não ter muita coisa em comum. Mas todas nasceram de um problema concreto e ajudam a mostrar uma transformação que já começou a chegar ao trabalho. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram
Por Júlia Reis, g1 Sul de Minas
07/09/2026 08h15 Atualizado 07/09/2026
Um foguete, um robô para a secagem do café e ferramentas de inteligência artificial estão entre as tecnologias apresentadas no HackTown, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas.
As soluções mostram como a inovação já é usada para reduzir esforço físico, acelerar processos e analisar grandes volumes de informações.
Em diferentes setores, a inteligência artificial aparece aplicada a problemas específicos, do campo à indústria e à rede elétrica.
Os projetos também levantam uma questão sobre o futuro do trabalho, à medida que máquinas passam a assumir tarefas antes realizadas por pessoas.
Especialistas avaliam que a transformação deve mudar as atividades e as habilidades exigidas dos profissionais, além de pressionar empresas e instituições de ensino a repensarem a formação para o mercado.
A IA vai tirar seu emprego? O que o HackTown diz sobre o futuro do trabalho
Um foguete que já voou, um robô que trabalha no terreiro de café e uma inteligência artificial capaz de ler um desenho técnico em poucos minutos. À primeira vista, as tecnologias parecem não ter muita coisa em comum. Mas todas nasceram de um problema concreto e ajudam a mostrar uma transformação que já começou a chegar ao trabalho.
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As iniciativas estão entre os projetos apresentados no HackTown, festival de tecnologia, inovação e criatividade realizado em Santa Rita do Sapucaí, cidade com cerca de 40 mil habitantes conhecida como o Vale da Eletrônica, no Sul de Minas.
Em comum, as soluções têm a tentativa de fazer mais do que simplesmente substituir uma pessoa por uma máquina. A inteligência artificial e a automação aparecem, em muitos casos, para assumir tarefas repetitivas, reduzir o esforço físico ou analisar uma quantidade de informações que um trabalhador sozinho levaria muito mais tempo para processar.
A pergunta que fica é: se as máquinas começam a fazer parte dessas atividades, o que sobra para o trabalhador?
Inteligência artificial é testada em diferentes formatos e aplicações durante o HackTown — Foto: Júlia Reis/g1
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Do sol do terreiro ao controle remoto
No campo, a tecnologia começa justamente onde falta gente para fazer um trabalho que sempre dependeu de força e repetição. Depois que o café é colhido, os grãos precisam passar pelo processo de secagem. No terreiro, eles são espalhados e revirados várias vezes para que a umidade seja retirada de maneira uniforme.
É uma tarefa que exige tempo, mão de obra e esforço físico. E encontrar trabalhadores para esse tipo de atividade tem sido um desafio cada vez maior para os produtores.
Foi dessa dificuldade que surgiu uma plataforma robótica desenvolvida em Santa Rita do Sapucaí. O equipamento é elétrico e, atualmente, controlado remotamente. Ele percorre o terreiro e movimenta os grãos, mantendo uma camada uniforme de aproximadamente um centímetro.
Robô desenvolvido em Santa Rita do Sapucaí ajuda a revirar os grãos de café durante a secagem e reduz o esforço físico dos trabalhadores no terreiro — Foto: Júlia Reis/g1



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