Medida foi tomada após a veiculação de um novo vídeo em que sugere pagamentos para desidratar João - Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco A equipe jurídica da coligação Frente Popular de Pernambuco protocolou, na Justiça Eleitoral, nesta terça-feira (29), um aditamento à representação criminal contra o servidor público Amisadai Andrade, apontado como chefe do suposto "gabinete do ódio" que serviria para desidratar a imagem do candidato ao governo João Campos (PSB). 

A medida foi tomada após a veiculação de um novo vídeo pela imprensa, na sábado (26), no qual Amisadai aparece detalhando um esquema de remuneração para uma rede de perfis digitais. Menciona, inclusive, pagamentos efetuados em "caixa de charuto", com o objetivo, de acordo com a apuração, de tecer críticas a João Campos, beneficiando Raquel Lyra (PSD). Conforme os documentos apresentados pela coligação, a partir de revelações da imprensa nacional, a gravação exibe Amisadai em uma reunião com os sócios do Portal de Prefeitura, José Roberto Júnior e Rodolfo Costa. No diálogo divulgado, os interlocutores discutem a estrutura de disseminação de conteúdos coordenados e o fluxo de pagamentos. O suposto operador do “gabinete do ódio” relata como funcionam pagamentos do esquema: “a gente já recebeu até em caixa de charuto”. A coligação reforça a necessidade de rastrear o fluxo financeiro, destacando repasses do governo do estado ao Portal de Prefeitura ao longo de 2026. Diante dos fatos novos, a Frente Popular requereu ao Ministério Público Eleitoral a ampliação do escopo das investigações.  O aditamento pede a apuração de crimes previstos na Lei das Eleições (como a contratação de grupos para emissão de mensagens ofensivas), crimes contra a honra, além de conexões com suposta organização criminosa, lavagem de capitais e falsidade ideológica eleitoral (causada por omissão de despesas de campanha).