Figura militar, identificada como general Asadi, afirma que a guerra é uma guerra "sem fim"
Compartilhar matériaUma autoridade iraniana rejeitou as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã estaria levando as negociações "mais a sério".
O iraniano, identificado pela mídia iraniana como general Asadi, chegou a sugerir que Teerã veria com bons olhos a perspectiva de uma invasão terrestre por tropas americanas.
"Nossa guerra contra o inimigo é uma guerra de atrito, uma guerra que não terá fim", disse neste sábado (25) a autoridade militar.
"Pedimos a Deus que as forças terrestres do exército agressor americano se encontrem em uma posição em que possamos enfrentá-las em solo."
Essa troca de declarações ocorreu após quase duas semanas de ataques realizados pelos EUA contra o Irã, marcando a escalada mais grave desde que um Memorando de Entendimento havia reduzido as hostilidades entre os dois lados.
Trump disse na sexta-feira (24) que os EUA e o Irã estão conversando e que acredita que Teerã está levando a situação "mais a sério".
"Estamos conversando com eles. Acho que eles estão ficando cada vez mais sérios com o passar dos dias — talvez pela razão mais óbvia —, mas estamos conversando com eles agora mesmo", disse Trump a repórteres no Salão Oval.
Trump também afirmou na sexta que achava que o Irã "adoraria fazer um acordo", mas não acreditava que o país estivesse "pronto para isso".
Seus comentários ocorreram após uma reunião com assessores para discutir uma possível escalada da guerra, segundo uma fonte informada sobre o assunto afirmou à CNN.
"Washington busca agora mudar o cenário e transformar a crise bilateral entre Irã e EUA em um confronto entre o Irã e a comunidade internacional", dizia um comentário publicado neste sábado pelo veículo semioficial Nour News. O Nour News é próximo ao Conselho Supremo de Segurança Nacional da República Islâmica.
Referindo-se às acusações dos Washington de que Teerã teria bloqueado a navegação no Estreito de Ormuz, o comentário acrescentou: "O país que hoje é acusado de ameaçar o comércio global foi atacado duas vezes anteriormente, justamente durante processos de negociação".




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