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Todas as novelas inéditas da Globo terão histórias derivadas produzidas especialmente para celulares a partir de 2027. A emissora anunciou a expansão de seus microdramas verticais na quarta-feira (14/10), durante o Upfront Globo 2027, após o sucesso de “Loquinha”, produção que ampliou a história de Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky), de “Três Graças”. A iniciativa transforma um formato até então experimental numa estratégia de expansão das tramas da televisão para as plataformas digitais.
Mel Maia, escalada para “Avenida Brasil 2”, apresentou a novidade e afirmou que os microdramas da Globo já ultrapassaram 500 milhões de reproduções. “Quem não quer um amor correspondido na palma da mão? ‘Loquinha’, o microdrama romântico derivado de ‘Três Graças’, viralizou mundo afora. O brasileiro, então, está viciado nos microdramas”, declarou durante o evento.
“Loquinha” aproveitou a popularidade do casal formado por Lorena e Juquinha para desenvolver uma narrativa própria, voltada ao consumo em telas de celular. O formato utiliza episódios curtos, enquadramento vertical e histórias que podem ser acompanhadas independentemente da novela principal, embora compartilhem personagens e situações de seu universo.
A experiência não ficou restrita a “Três Graças”. “Por Você” ganhou uma produção vertical centrada na amizade de Bela (Sheron Menezzes) e Juli (Lucy Ramos). O microdrama foi lançado como uma espécie de prólogo, antes mesmo da estreia da novela na televisão.
“Coração Acelerado” também expandiu sua história com uma produção estrelada por Ana Castela e André Luiz Frambach, com participações de Susana Vieira. A Globo ainda experimentou o formato com personagens de novelas antigas, como Félix (Mateus Solano), de “Amor à Vida” (2013), e Clara (Bianca Bin), de “O Outro Lado do Paraíso” (2017).
A Globoplay já vem lançando, em média, um microdrama inédito por mês e prevê mais três produções até o fim de 2026. O investimento acompanha o crescimento internacional de um mercado que, segundo estimativa da consultoria Omdia, movimentou US$ 11 bilhões em 2025, principalmente na China, responsável por 83% da receita mundial do setor.




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