“Ontem vimos, com vergonha alheia, o presidente Milei ofender e insultar o governo do Brasil", disse Axel Kicillof no X

Reprodução/X @Kicillofok

26.jul.2026 (domingo) - 19h29 Siga o Poder360 no Google

O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof (Partido Justicialista, esquerda), publicou neste domingo (26.jul.2026) uma foto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou as declarações que o presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), fez ao participar da convenção do PL, em São Paulo. Na publicação no X, Kicillof afirmou que a Argentina respeita as nações vizinhas e defendeu a integração regional.

“Ontem vimos, com vergonha alheia, o presidente Milei ofender e insultar o governo do Brasil, seu presidente e todo um país”, escreveu, em tradução do espanhol.

Kicillof disse que conversou com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em nome do Partido Justicialista da província de Buenos Aires. Segundo o governador, ele afirmou ao chanceler que as declarações de Milei não representam o sentimento da população argentina. Também disse que as provocações colocam em risco investimentos, exportações, empregos e os interesses econômicos do país.

Economista e dirigente peronista, Kicillof foi secretário de Política Econômica e ministro da Economia durante o governo de Cristina Kirchner, aliada de Lula. Ocupou o cargo de 2013 a 2015. Depois, exerceu mandato de deputado nacional de 2015 a 2019. Governa a província de Buenos Aires desde 2019 e foi reeleito em 2023.

O Ministério das Relações Exteriores chamou para consultas o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, depois das declarações de Milei.

O chamado para consultas é um dos principais instrumentos diplomáticos utilizados por um país para demonstrar descontentamento com atitudes ou declarações de outro governo. 

Embora não represente o rompimento das relações diplomáticas, o gesto sinaliza o agravamento da tensão entre os países.

O Itamaraty não informou por quanto tempo Bitelli permanecerá em Brasília nem se adotará outras medidas diplomáticas em resposta às declarações do presidente argentino.