Bem vindo, FlatOuter! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas. (Para comp…

Bem vindo, FlatOuter! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

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Isso porque o Brasil não aceita automaticamente a homologação americana e modelos de baixo volume não justificam o investimento de se desenvolver uma versão específica para o mercado brasileiro, como acontece nos modelos de grande volume.

Por essa razão, a GM já apresentou aos órgãos reguladores brasileiros um pedido para que as normas americanas sejam reconhecidas por aqui e está negociando essa mudança em Brasília. A ideia é permitir que modelos homologados para os EUA possam ser vendidos no Brasil sem precisar desenvolver uma versão específica apenas para cumprir diferenças regulatórias daqui.

Segundo Fabio Rua, vice-presidente da GM América do Sul, não se trata de reduzir as exigências de segurança. A questão é reconhecer que duas regulamentações diferentes podem chegar ao mesmo resultado usando soluções diferentes. Um exemplo citado pela empresa é o próprio Escalade, cuja configuração americana esbarra em uma exigência brasileira relacionada aos encostos de cabeça da terceira fileira — por aqui, é preciso que eles estejam presentes para todos os ocupantes, mas nos EUA o ocupante do assento central fica sem o encosto de cabeça. Adequar o projeto para nossa legislação teria custo proibitivo, segundo a GM.

Se essa barreira cair, o Escalade seria apenas o começo. A Chevrolet também estuda trazer Tahoe e Suburban – que já são vendidos no Brasil por importação independente em volumes consideráveis para seu porte e preço. Além disso, a mudança também poderia trazer a GMC de volta ao Brasil. A marca esteve por aqui entre os anos 1990 e 2000 e agora poderia retornar com a Sierra 1500, basicamente a irmã mais sofisticada da Silverado e a rival natural da Ford F-150 e da Ram 1500. (Leo Contesini)

Lá em março de 2015 — veja bem, mais de uma década atrás — falamos aqui no FlatOut sobre os efeitos que uma gasolina com 27% de álcool teria no motor dos nossos carros, em especial os antigos movidos a gasolina. Olhando para trás, seria engraçado se não fosse trágico: de lá para cá, vimos o percentual de etanol na gasolina ir subindo sorrateiramente, primeiro para 30%, depois para 32%.

E agora, vejam só: o governo autorizou os primeiros testes com a gasolina E35, que enfim materializa o que antes soava absurdo — um blend de gasolina que leva 35% de etanol em sua composição. Já falamos dessa possibilidade antes, e até fizemos uma matéria atualizada sobre o impacto dessa mistura no motor dos carros. Digamos que, a essa altura até começam a soar atraentes os novos carros a etanol que estamos vendo por aí. Pelo menos a gente sabe que eles estão queimando etanol mesmo.

O plano de testes já foi oficializado pelo Ministério de Minas e Energia e terá início já na próxima semana, com a publicação de uma portaria no Diário Oficial da União.

É importante lembrar que a aprovação dos testes não significa que a gasolina E35 chegará aos postos imediatamente. Embora o cronograma já tenha sido aceito pelo Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro (CTP- CF), ainda é preciso que o Conselho Nacional de Pesquisa Energética (CNPE) aprove a nova proporção. O que, com um fio de esperança, pode não acontecer — considerando que o aumento anterior, para 32%, foi mal recebido pela indústria e pela população. (Dalmo Hernandes)

Nos últimos meses uma nuvem de incerteza pairava sobre a Maserati, com o futuro da marca de luxo italiana em sério risco. Com a Stellantis econômica na hora de comentar o assunto, mesmo durante a apresentação de seu roadmap para o restante da década, restava aguardar. E agora a resposta veio, e ela é previsível: quem vai ajudar os italianos são, claro, os chineses.

Uma matéria publicada no site chinês EET China cita fontes ligadas à indústria para afirmar que Maserati, JAC e Huawei selaram um acordo para desenvolver novos modelos em parceria, otimizando o uso de recursos financeiros, técnicos e humanos.

Segundo a publicação, os primeiros frutos da colaboração sino-italiana serão um grand tourer e um SUV de porte grande, ambos totalmente elétricos. Do lado da Maserati, ambos servirão como alternativas a modelos já estabelecidos — em específico, o Maserati GranTurismo Folgore e o Grecale Folgore, respectivamente, mirando consumidores no Oriente Médio, na Alemanha, na França e, claro, na Itália. Já na China eles serão comercializados com outros nomes, usando a submarca Maextro, pertencente à JAC.

A JAC, aliás, deverá ficar responsável pela engenharia dos veículos e por sua fabricação, na mesma planta de onde já saem os modelos atuais da Maextro. A Huawei, por sua vez, deve fornecer a platagorma eletrônica Harmony Intelligent Mobility Alliance (HIMA) — que inclui o sistema de direção semi-autônoma Qiankun, os powertrains elétricos e toda a parte de comandos para o motorista. Por fim, a Maserati vai ficar com a parte mais apropriada: o design. Também é dito que, por mais que o grosso da produção vá ficar com a JAC, será a Maserati quem fará a montagem final dos modelos ocidentais.

É o tipo de notícia que, compreensivelmente, incomoda os mais puristas. Mas quando a gente lembra que a alternativa mais provável seria o fim da Maserati, até dá para engolir a seco e seguir em frente. (Dalmo Hernandes)

A chegada de uma nova geração do icônico Nissan Skyline, enfim, tem data para acontecer: dezembro de 2026. E não é boato, não: a informação foi confirmada pelo próprio CEO da fabricante, Ivan Espinosa, em uma entrevista à publicação japonesa Asahi Shimbun.

Como acenos ao passado estão na moda, o novo Skyline deverá ter detalhes inspirados pelo icônico Hakosuka da década de 1970, em especial nas lanternas traseiras e no emblema, que voltou a usar fonte cursiva (como se vê em um dos teasers divulgados nos últimos meses). A Nissan também aproveitou para confirmar que, ao contrário do que diziam boatos anteriores, o Skyline continuará sendo fabricado no Japão, sem planos para transferência da produção para os Estados Unidos ou a China. Na verdade, ele será feito na mesma planta em Tochigi de onde sai o atual Fairlady Z — complexo que, aparentemente, a Nissan pretende transformar em uma fábrica dedicada a esportivos.

Sendo assim, mesmo que não se fale ainda em um GT-R derivado do novo Skyline, as chances de isso acontecer são reais. A base promete: ainda que a Nissan se mantenha em silêncio quanto às especificações técnicas do novo sedã, tudo indica que se trata de uma plataforma de tração traseira e que pelo menos uma das opções de motor será o atual V6 biturbo da fabricante, capaz de entregar por volta de 400 cv. O uso de tecnologia híbrida também é quase certo, mas é uma concessão que estamos dispostos a fazer se for viabilizar um novo Godzilla. (Dalmo Hernandes)

Max Verstappen, obviamente. A corrida foi um desafio organizado pela Red Bull, e a proposta era simples: descobrir se um piloto profissional que compete na elite do automobilismo mundial seria capaz de superar 100 amadores no kart.

Que Verstappen venceria era praticamente óbvio. O que impressionou foi a forma como ele obteve a vitória: largando em último no grid, o holandês saiu em disparada e ultrapassou 60 dos rivais logo na primeira volta, costurando a pista sem dificuldade.