Acionamento não autorizado enviou alertas falsos de risco extremo; ministério prepara nova versão do sistema

Acionamento não autorizado enviou alertas falsos de risco extremo; ministério prepara nova versão do sistema

Divulgação/Redes sociais

20.jun.2026 (sábado) - 18h17 Siga o Poder360 no Google

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional afirmou neste sábado (20.jun.2026) que apura uma falha no sistema Defesa Civil Alerta e prepara uma nova versão da ferramenta para reforçar a segurança.

A investigação foi aberta depois que um acionamento não autorizado enviou mensagens falsas de risco extremo a celulares em diferentes regiões do país durante a madrugada. O governo classificou o episódio como um “incidente de segurança cibernética”.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, disse que o ministério desenvolve uma nova versão do sistema para reforçar a segurança.

“Já se encontra em desenvolvimento dentro do Ministério da Integração, dentro da nossa [equipe] de TI, uma nova versão do sistema pensando exatamente em melhorar a segurança. Eu não conseguiria afirmar exatamente que dia essa versão vai ser concluída e estar no ar”, declarou.

Segundo o ministério, os disparos não seguiram o padrão operacional da ferramenta e foram distribuídos de forma aleatória. Por isso, não foi possível determinar quantas pessoas receberam os alertas falsos.

O Defesa Civil Alerta usa a tecnologia Cell Broadcast para transmitir avisos sonoros e visuais diretamente aos celulares localizados em áreas de risco. O envio não depende de pacote de dados, conexão à internet ou cadastro prévio.

O sistema pode emitir alertas severos ou extremos. Os severos indicam a necessidade de medidas preventivas. Os extremos são usados em situações de grave risco à vida e acionam um som que só é interrompido depois da interação do usuário.

Os avisos falsos enviados neste sábado foram classificados como extremos.

O acionamento regular parte de informações fornecidas por órgãos responsáveis pelo monitoramento de riscos. Um agente credenciado registra a mensagem, que é enviada aos aparelhos localizados na área delimitada.

A tecnologia substituiu o uso exclusivo de mensagens SMS e permite o envio simultâneo a grande número de dispositivos sem sobrecarregar a rede de telecomunicações. A Anatel determinou em 2022 que as operadoras desenvolvessem o Cell Broadcast para alertas de emergência.

O Defesa Civil Alerta é operado pelas Defesas Civis e complementa outros canais de comunicação, como SMS, WhatsApp, Telegram, TV por assinatura e alertas do Google.

O acesso ao sistema é restrito a agentes capacitados. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional apura como ocorreu o acionamento não autorizado e trabalha em uma atualização para ampliar a proteção da ferramenta.

A Anatel afirmou que o Cell Broadcast continua apto a apoiar ações de prevenção e resposta a desastres. A agência também investiga o envio de mensagens indevidas pelo sistema.

Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil em 20 de junho de 2026, às 17h26. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.