Rubio nega que EUA tenham ajudado na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, e o governo evita atrito com o país. Leia na Gazeta do Povo

Por Alexandre Garcia

Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleMarco Rubio negou que governo Trump tenha participado de ida de Flávio para os EUA (Foto: Ricardo Maldonado Rozo / EFE / EPA)Ouça este conteúdo

O governo americano negou através do secretário de Estado, Marco Rubio, que foi perguntado e disse: "Não, a gente não fez nenhum esquema, nós não participamos da saída de Flávio do Brasil".

É para evitar problemas diplomáticos com o Brasil, assim como o Brasil quer evitar problemas diplomáticos com a Argentina por causa disso. Vai ter um encontro do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, com Marco Rubio, em breve. 

Então, Rubio nega, mas o governo americano deu asilo, esperou com visto normal. Flávio Bolsonaro (PL) disse que a família já tinha visto, vai ter a permanência nos EUA, a residência.

Então, o Flávio explicou que decidiu na hora que o pai dele viu a intimação sobre entrega de passaporte e a decisão de que não poderia sair do país, o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse: "Olha, já começou? Começou a perseguição". E o Flávio disse: "Então, eu já sei o que fazer". Foi assim. 

Trump afirma que Flávio pode ficar nos EUA “quanto tempo quiser”Marco Rubio nega que governo Trump tenha auxiliado Flávio a ir para os EUAMichelle transmite mensagem sóbria de Jair BolsonaroAgora eu vou repetir aqui uma mensagem muito, muito sóbria, sábia da Michelle Bolsonaro (PL-DF) em nome de Jair Bolsonaro. Ela fala como uma porta-voz. Ela disse:

"Ele, Jair, se entristece quando vê notícias falsas atribuindo a ele manifestações mentirosas que pregam a divisão, apontam injustamente supostos culpados e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados. Ele sente respeito, carinho e gratidão por essas pessoas.”

É uma mensagem para o chamado público interno, que está se digladiando tal como o PT fez no primeiro turno com a derrota. Começam a procurar culpados.

Bom, vamos ao governo Lula. Olha só que interessante, uma declaração do ministro Guilherme Boulos (Psol-SP): "O tesouraço foi derrotado nas urnas. A agenda econômica é de quem ganhou". 

Aí vem o José Guimarães (PT-CE), que sempre esteve em lideranças do governo, e diz: "O ajuste fiscal não está nas prioridades”. A escolha foi, portanto, de 64 milhões de brasileiros. Pena que as consequências serão pagas também por outros 60 milhões de brasileiros, que ficam sem ajuste fiscal, sem conter a dívida, sem conter os juros. É uma escolha que atinge todo mundo. 

Lula nunca prometeu resolver o problema econômico, nunca prometeu. Não está sequer descumprindo promessa de campanha. O que ele prometeu no atual mandato e vai ter que prometer ao ser empossado no Congresso é defender a Constituição. 

Isso ele não cumpriu, porque a Constituição foi atacada, rasgada, desrespeitada muitas vezes e o presidente não abriu a boca, mas ele jurou defender a Constituição. Em um país sério, isso seria motivo para uma discussão moral sobre um juramento não cumprido.

Existe até um crime de falso testemunho. Isso é muito grave. Fazer um juramento solene, diante da Constituição — acho que aqui não se faz diante da Bíblia — e diante do Congresso Nacional, dos representantes do povo e dos estados, e, depois, não cumprir. Ele vai ter que jurar de novo defender a Constituição. 

Frases da Semana: “Vão prender muito bolsonarista”Lula apelou ao populismo para conquistar pequenos empreendedores na reta final da eleiçãoIndicações de eleitos para cargos no governo desrespeitam votoBom, uma outra questão contra a qual eu me insurjo, porque está desvalorizando você, eleitor. Você escolhe um sujeito para governar de novo, pois você aprovou o governo dele. A maioria dos eleitores do Piauí aprovaram o governo de Rafael Fonteles (PT) e o reelegeram. 

Agora estão falando que o Fonteles pode ir para o Ministério da Fazenda. Como assim? Para ser um mero auxiliar do presidente da República? Um mero ministro do presidente? Que é o mesmo que secretário. Nos Estados Unidos, por exemplo, não se chama de ministro, mas de secretário. 

Quando o povo, a maioria do povo do Piauí, escolheu Rafael Fonteles para ser governador, para continuar sendo governador, cogitam sua saída. Isso é muito grave. 

Da mesma forma, eu vejo acontecer com pessoas recém-eleitas ao Senado, como o Rui Costa (PT-BA). Já estão falando: "Não, o Rui Costa vai ser ministro". Como? O povo da Bahia elegeu Rui Costa para ser o representante do estado no Senado Federal. 

Tem gente aí, está cheio de gente que ficou desempregada. O João Campos (PSB), lá do Recife, a Gleisi Hoffmann (PT), o Fernando Haddad (PT). Bom, esses podem ser ministros. 

Eu disse isso para o Eduardo Bolsonaro quando ele estava querendo ser embaixador nos Estados Unidos: “Espera aí, você vai trair 1,8 milhão de eleitores de São Paulo? Isso é uma traição”. O sujeito se torna o mandatário e abandona? Recebeu uma procuração do povo e abandona a procuração para ser empregado de outro? É incrível.