Ministério identificou 97 perfis que simulam profissionais e divulgam tratamentos sem comprovação; conteúdos foram encaminhados à PF

*Imagem em destaque produzida com auxílio de inteligência artificial para fins meramente ilustrativos*

Um médico de jaleco aparece diante da câmera, fala com segurança, usa termos técnicos e apresenta orientações sobre doenças e tratamentos. A imagem, a voz e os movimentos parecem reais, mas o profissional pode simplesmente não existir.

Personagens criados ou modificados com inteligência artificial (IA) estão sendo apresentados como médicos e outros profissionais de saúde nas redes sociais. Segundo o Ministério da Saúde, alguns conteúdos usam falsas credenciais, linguagem alarmista e promessas de tratamentos ou curas sem comprovação científica, além de oferecer produtos, e-books e serviços.

Por meio do programa Saúde com Ciência, o Ministério identificou 97 perfis que utilizavam IA para simular profissionais de saúde e disseminar desinformação. O levantamento analisou conteúdos publicados entre primeiro de janeiro e 10 de julho de 2026.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência Ao Metrópoles, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, afirmou que os perfis somam milhões de visualizações e representam um “grave risco à saúde pública”, especialmente para idosos, apontados pela pasta como o principal público-alvo.

“O governo reforça a importância de a população buscar apenas fontes oficiais e profissionais de saúde para obter orientações médicas, evitando cair em golpes ou seguir condutas que possam agravar condições de saúde”, disse Proenço.

Frequência de envio: Semanal