A startup brasileira Enter chegou a US$ 1,2 bilhão em valor após captar mais de US$ 100 milhões para aplicar IA no setor jurídico
A nova rodada de investimentos levantou mais de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 514 milhões) com Sequoia e Founders Fund, investidores que já haviam colocado dinheiro na companhia. O aporte triplicou a avaliação da Enter.
Criada por Mateus Costa-Ribeiro e Henrique Vaz, a Enter começou pelo setor jurídico. A tecnologia pode atuar em diferentes momentos de um processo, incluindo cadastro de ações, análise de jurisprudências, detecção de fraudes documentais e sugestão de minutas.
Os agentes de IA também analisam os arquivos relacionados aos casos. Contratos, áudios, vídeos e extratos estão entre os materiais que podem ser examinados em busca de informações relevantes para a defesa.
A Enter diz ainda realizar mais de 30 verificações para encontrar sinais de litigância abusiva, entre eles:
Na operação descrita pela empresa, a inteligência artificial entra em cena antes do profissional humano. Cada arquivo é analisado por um agente de IA, que processa as informações antes da participação de uma pessoa.
A história da Enter começou depois que Costa-Ribeiro deixou um dos principais escritórios de advocacia de Nova York para trabalhar com tecnologia. Ele contou no LinkedIn que a decisão significou abandonar um emprego estável e um salário que seria muito maior do que o recebido na nova atividade.
O executivo passou a trabalhar com engenheiros de software, aprendeu programação e mudou-se para Stanford. Com dois amigos, desenvolveu um site no qual o usuário enviava uma petição inicial em PDF e recebia por e-mail uma sugestão de contestação.
O protótipo simples acabou dando origem à Enter, que menos de dois anos depois alcançou avaliação de US$ 1,2 bilhão.
Por Valdir AntonelliFonte: https://olhardigital.com.br/2026/08/24/inteligencia-artificial/ia-brasileira-para-processos-judiciais-ja-vale-us-12-bilhao/
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