Estudo que será apresentado na Europa indica que análise feita em poucos segundos pode apontar doenças sem exame físico ou coleta de sangue

Uma tecnologia baseada em inteligência artificial pode ajudar a identificar hipertensão e diabetes a partir de um simples vídeo do rosto. Os resultados serão apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que ocorre entre os dias 28 e 31 de agosto, na Alemanha.

A proposta é melhorar o rastreamento dessas doenças, que muitas vezes passam sem diagnóstico. Hoje, a detecção costuma depender de consultas presenciais, exames específicos ou uso de dispositivos, o que limita o alcance.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Tóquio e do Instituto de Ciências de Tóquio, no Japão. Participaram 215 pessoas, entre pacientes com diagnóstico e voluntários saudáveis.

Cada participante teve o rosto e as palmas das mãos gravados por poucos segundos com uma câmera capaz de captar variações de luz associadas ao fluxo sanguíneo. Um algoritmo analisou esses vídeos para extrair informações como a onda de pulso, o fluxo de sangue na pele e mudanças na coloração.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência Os dados foram comparados com exames convencionais para verificar a capacidade da tecnologia de identificar as doenças.

O sistema conseguiu detectar hipertensão com 95% de precisão em vídeos de 30 segundos. Mesmo com gravações de apenas cinco segundos, a precisão se manteve alta, em torno de 90%.

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