Um investigador de polícia recorreu ao Gemini e ao Perplexity para “analisar” o áudio de um vídeo e sustentar uma acusação de injúria racial. A perícia oficial não confirmou a palavra que a IA dizia ter encontrado. Ainda assim, o relatório gerado pela máquina…
Um investigador de polícia recorreu ao Gemini e ao Perplexity para “analisar” o áudio de um vídeo e sustentar uma acusação de injúria racial. A perícia oficial não confirmou a palavra que a IA dizia ter encontrado. Ainda assim, o relatório gerado pela máquina chegou aos autos, até que, em abril de 2026, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça o rejeitou (HC 1.059.475/SP): foi a primeira vez que a Corte vedou o uso de um relatório de inteligência artificial generativa como prova penal, por ausência de confiabilidade epistêmica mínima. IA generativa processa texto, não som, e está sujeita à “alucinação”, à produção de informação fabricada com aparência de verdade.


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