Inflação de junho abaixo das projeções impulsiona ações de bancos, derruba o dólar e melhora o apetite por risco
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O Ibovespa abre em forte alta, impulsionado por um IPCA abaixo do esperado, que fortalece a perspectiva de flexibilização monetária. Bancos lideram ganhos, e o dólar recua. Descubra como o cenário externo e a agenda política influenciam o mercado e quais são os riscos futuros.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O Ibovespa iniciou o pregão desta sexta-feira, 10, em forte alta e avançava 2,07%, aos 176.317 pontos, impulsionado pela divulgação de um IPCA abaixo das expectativas do mercado. O resultado fortaleceu as apostas de uma inflação mais controlada e aumentou a perspectiva de flexibilização da política monetária nos próximos meses, favorecendo os ativos domésticos.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA avançou 0,16% em junho, enquanto a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,64%. O desempenho veio abaixo das projeções de analistas consultados pela Reuters, que esperavam alta de 0,31% no mês e de 4,80% no acumulado anual.
No cenário político, a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva inclui uma reunião com ministros e autoridades para discutir estratégias relacionadas aos minerais críticos, tema considerado prioritário para o desenvolvimento da indústria e da transição energética.
Em relação as ações, os grandes bancos operavam todos em alta com o Bradesco (BBDC4) liderando em 2,50% seguido pelo Santander (SANB11) com 2,44%. O Itaú (ITUB4) acompanhava com 1,90% e o Banco do Brasil (BBAS3) com 1,80%.
Para Cassio Viana de Jesus, diretor de Investimentos e Novos Negócios da Pilar Capital, o IPCA mais benigno reduziu a percepção de risco no mercado e impulsionou principalmente as ações do setor financeiro. “O IPCA de junho abaixo do esperado voltou a favorecer os ativos domésticos nesta sexta-feira. A leitura de inflação corrente menos pressionada reduziu prêmios de risco na curva de juros, beneficiando principalmente o setor financeiro, que lidera os ganhos do Ibovespa nesta abertura. A queda dos juros futuros amplia o apetite por risco e sustenta o avanço da Bolsa”, afirma.
O especialista destaca que o ambiente internacional também contribui para o desempenho positivo dos mercados. A expectativa de que as tensões entre Estados Unidos e Irã permaneçam sob controle reduziu a pressão sobre o petróleo, amenizando os receios com uma nova onda inflacionária global. Ao mesmo tempo, a estreia das ADRs da fabricante sul-coreana SK Hynix reforçou o bom momento do setor de tecnologia e ajudou a sustentar o otimismo dos investidores.
No câmbio, o dólar também opera em queda frente ao real, operando em 5,13 reais, refletindo a combinação entre o alívio no cenário externo, a entrada de fluxo para mercados emergentes e a revisão das expectativas para a trajetória dos juros no Brasil após o IPCA mais fraco.
Apesar do ambiente favorável, Cassio Viana ressalta que os mercados continuam atentos ao cenário geopolítico. “Se as tensões no Oriente Médio voltarem a pressionar o petróleo, a inflação global pode retornar ao centro das preocupações dos investidores e limitar a continuidade desse movimento de valorização dos ativos”, conclui.



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