Bolsa brasileira fecha em baixa de 0,98%, com ações do setor financeiro entre as maiores quedas; dólar perde força frente ao real em meio a fatores internos

Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira, 6, em queda de 0,98%, aos 172 447 pontos, refletindo a realização de lucros e a pressão exercida pelas ações do setor bancário. Enquanto isso, em Nova York, os índices S&P 500 e Nasdaq mantiveram trajetória positiva, impulsionados, mais uma vez, pelo desempenho das empresas de semicondutores.

No mercado de câmbio, o dólar fechou em leve queda frente ao real, mesmo com a moeda americana registrando valorização diante de outras divisas no exterior. Já no mercado de renda fixa, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) seguiram em baixa, estendendo o movimento observado na última sexta-feira, apesar da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano ao longo do dia.

Entre os papéis de maior peso do Ibovespa, os bancos concentraram as principais perdas. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 1,30%, seguidas por Itaú Unibanco (ITUB4), com queda de 1,17%. Bradesco (BBDC4) caiu 0,97%, enquanto Santander (SANB11) perdeu 0,52%.

Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o comportamento do câmbio foi influenciado por fatores domésticos e internacionais. Segundo ele, o real encontrou suporte na valorização de commodities como soja e minério de ferro, além do recorde nas exportações brasileiras de carne, que ampliam o ingresso de dólares pela balança comercial. O dólar encerrou o pregão em 5,15 reais.

Ao mesmo tempo, indicadores mais fracos do setor de serviços nos Estados Unidos reforçaram a percepção de desaceleração da economia americana após o payroll de junho abaixo das expectativas, reduzindo as apostas de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve. “O petróleo, que chegou a recuar após a Opep+ anunciar aumento da produção em agosto, voltou a subir ao longo do dia diante das preocupações com possíveis restrições à navegação no Estreito de Ormuz, movimento que tende a favorecer moedas de países exportadores de commodities, como o real”, afirma.

Apesar desse cenário, Kayo ressalta que a valorização da moeda brasileira encontra limites. Segundo o economista, o fortalecimento global do dólar, em um movimento de ajuste após o feriado de 4 de julho nos Estados Unidos, e a cautela dos investidores diante da audiência do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras continuam adicionando incerteza à relação entre os dois países e restringem uma queda mais expressiva da moeda americana.