Parente que herdou o mineral na década de 1990 resolveu investigar suas origens, e descobriu que o objeto era muito mais antigo do que se imaginava

Pedras preciosas chamam atenção por si só, seja pelo caráter valioso ou estético que elas representam. A diversidade de cores, a intensidade do brilho e a singularidade de cada gema fazem delas elementos admirados em todo o mundo, já que também podem alcançar um valor alto no mercado, mesmo que o dono não saiba disso.

Na cidade de Colti, na Romênia, uma idosa usou uma pedra de âmbar como peso de porta durante muitos anos, após encontrá-la na beira de um riacho. Após sua morte, na década de 1990, um parente herdou o mineral e decidiu investigar as origens, acreditando que ele valia mais do que a idosa acreditava.

Segundo o jornal espanhol El País, o parente vendeu o pedaço de âmbar ao Estado romeno, que o encaminhou ao Museu Histórico da Cidade de Cracóvia para ser examinado pelos especialistas em pedras semipreciosas. Posteriormente, o museu confirmou a autenticidade da pedra, estimando que ela tivesse entre 38,5 e 70 milhões de anos.

Atualmente, a pedra está em exposição no Museu Provincial de Buzau e é avaliada em mais de US$ 1 milhão. Ainda de acordo com o El País, a pedra é uma das maiores peças de âmbar do mundo.

“Sua descoberta representa um grande significado tanto em nível científico quanto em nível museológico”, disse Daniel Costache, diretor do Museu do Condado de Buzău, ao jornal espanhol em 2024.