A inflação homóloga do Reino Unido acelerou para 3,5% em setembro, contra 3,1% em agosto, o nível mais alto desde outubro de 2025, segundo o ONS.
A inflação homóloga do Reino Unido acelerou para 3,5% em setembro, contra 3,1% em agosto e o nível mais alto desde outubro de 2025, informou hoje o ONS (Office for National Statistics).
O número é superior ao antecipado pelos analistas, que esperavam que a inflação tivesse subido para 3,4%.
Segundo o ONS, o principal impulsionador deste aumento do índice de preços ao consumidor (IPC) foi a subida do preço do combustível, bem como do transporte, em especial os bilhetes aéreos, e das matérias-primas.
A inflação mantém-se acima do objetivo do Banco da Inglaterra, que é de 2%.
Os especialistas alertaram que o IPC britânico pode subir este ano devido ao impacto que o conflito iniciado pelos EUA e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro passado tem sobre a economia global, que provocou um aumento do preço do petróleo.
O economista-chefe do ONS, Grant Fitzner, destacou que o aumento dos preços dos combustíveis voltou a ser o principal fator inflacionista em setembro, com o custo do 'diesel' no nível mais alto desde julho de 2022.
"Outras pressões de alta vieram das tarifas aéreas e, em menor medida, dos videojogos e dos eventos ao vivo, categorias que costumam ser voláteis. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo custo das estadias em hotéis, cujos preços subiram menos do que nas mesmas datas do ano passado", indicou.
Estes dados foram conhecidos antes que na próxima semana o ministro da Economia, John Healey, apresente o Orçamento do Estado para 2027.
O ONS informou na terça-feira que o desemprego caiu para 4,7% entre junho e agosto, contra 4,9% no trimestre anterior, tendo passado assim para o nível mais baixo em mais de um ano.
Na semana passada, o ONS informou que a economia britânica cresceu 0,1% em agosto, num contexto dominado pelo impacto do aumento dos preços de energia e pelo custo da dívida.
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