O uso da inteligência artificial facilitará a organização de viagens personalizadas, previu Glenn Fogel, diretor-presidente da gigante do turismo on-line Booking Holdings, que se mostra confiante no futuro de sua empresa diante do avanço dessa tecnologia. Computação para IA: ‘Brasil está construindo estratégia ambiciosa’, diz gerente-geral do chileno Cenia Circulação mais fácil: União Europeia propõe criar bilhete único para viagens de trem entre países do blo

O uso da inteligência artificial facilitará a organização de viagens personalizadas, previu Glenn Fogel, diretor-presidente da gigante do turismo on-line Booking Holdings, que se mostra confiante no futuro de sua empresa diante do avanço dessa tecnologia.

Computação para IA: ‘Brasil está construindo estratégia ambiciosa’, diz gerente-geral do chileno CeniaCirculação mais fácil: União Europeia propõe criar bilhete único para viagens de trem entre países do bloco

A IA permite “melhorar a forma como se pode viajar, realizar buscas e ser capaz de processar todas as diferentes combinações”, destacou o executivo de 63 anos durante uma entrevista concedida na sexta-feira, na capital francesa.

Entre voos, escalas, programas de fidelidade e hospedagens, “a lista de opções é infinita”, avaliou Fogel.

— É aí que a IA pode entrar em ação e ajudar a reduzir as opções por meio da personalização. O que sabemos sobre você, o que acreditamos que seria mais adequado para você, qual é o seu orçamento — explicou durante a feira VivaTech, realizada em Paris até este sábado.

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Tudo isso, alertou, sem deixar de lado a capacidade preditiva dessa tecnologia para tentar eliminar imprevistos durante a viagem.

— A IA é uma máquina de previsão. Seja um grande modelo de linguagem que antecipa a próxima palavra, seja em termos de prever que tipo de acontecimentos podem ocorrer no futuro — avaliou o executivo.

Assim, a IA permitirá “prever o que pode dar errado (...) e resolver o problema antes que ele realmente aconteça”, como voos cancelados, problemas com conexões, entre outros contratempos, prevê o executivo americano.

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Para isso, a Booking, assim como sua principal concorrente, a Expedia, firmou parcerias com grandes nomes da tecnologia, entre eles a empresa americana OpenAI, criadora do ChatGPT.

No entanto, a IA pode mudar as regras do jogo ao permitir que os clientes dispensem a interface das plataformas de viagem, frequentemente criticadas pelas respostas insuficientes oferecidas a clientes em dificuldades e pela falta de transparência com os hotéis parceiros.

Sobre os novos participantes que desejam conquistar uma fatia desse setor em expansão, Fogel destaca a experiência de sua empresa.

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A Booking gerou, em 2025, cerca de € 700 bilhões (aproximadamente US$ 809,7 bilhões) em atividade econômica na Europa por meio das viagens reservadas em sua plataforma, segundo dados da consultoria Oxford Economics para a companhia.

— Há muitas pessoas fundando novas empresas que querem usar inteligência artificial e acreditam que podem criar uma experiência de viagem melhor. Nós tentamos constantemente fazer a mesma coisa — afirmou o executivo, sem demonstrar preocupação.

— Sempre brinco quando alguém diz: ‘Acho que vou usar o Claude [o agente conversacional da empresa americana Anthropic] para organizar minha viagem’. Eu respondo: ‘Se algo der errado, para quem você vai ligar no Claude? Existe um número de telefone para isso? Acho que não’ — concluiu Fogel.