Chanceler iraniano afirma que proposta pode ser concluída em menos de uma semana se for implementada

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta quarta-feira, 28, que Teerã mantém conversas com mediadores sobre formas de implementar um plano de sete dias destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.

“Embora nossas valentes Forças Armadas estejam plenamente preparadas para defender a pátria, o Irã continua dando uma oportunidade para que a diplomacia tenha sucesso”, escreveu na rede social X.

“Seguimos em contato próximo e permanente com intermediários para examinar propostas que permitam implementar nosso Plano de Sete Dias em até menos de uma semana”, acrescentou o chanceler iraniano.

As declarações ocorrem em meio a ameaças dos Estados Unidos e de Israel de retomar os ataques contra o Irã.

Em setembro, o Irã propôs um Plano de Sete Dias, que transmitiu aos EUA por meio do Catar, que atua como mediador.

Araghchi declarou na ocasião que o plano previa reabrir a passagem pelo Estreito de Ormuz em um prazo de sete dias se fossem cumpridas as “condições necessárias”, incluindo um cessar-fogo em todo o Oriente Médio.

O Irã também tem exigido o desbloqueio de seus ativos congelados no exterior, o fim das sanções contra seu setor petrolífero e o encerramento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.

O site americano de notícias Axios informou nesta quarta-feira que mediadores do Oriente Médio, liderados pelo Catar, promovem “um acordo diplomático” para retomar as conversas entre Estados Unidos e Irã e evitar novos ataques após as eleições legislativas americanas de 3 de novembro.

A reportagem, que cita fontes americanas, israelenses e do Oriente Médio, afirma que os catarianos tentam “convencer o Irã a permitir que inspetores da ONU visitem suas instalações nucleares bombardeadas em troca de algum alívio das sanções americanas”.

Uma delegação catariana visitou Teerã no domingo, 25, para manter conversas sobre o andamento das negociações, assim como sobre a situação no Estreito de Ormuz e o abastecimento energético, segundo o Irã.

Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o Irã afirma controlar o Estreito de Ormuz e ataca regularmente embarcações que tentam atravessá-lo sem sua autorização, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos.

Os esforços diplomáticos para resolver a crise continuam estagnados, especialmente desde o fracasso de um acordo alcançado em junho que estabelecia um caminho para uma solução permanente. / AFP

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