A JBS S. A. aprovou em assembleia o cancelamento voluntário de seu registro de companhia aberta na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Com isso, a JBS seg...
A JBS S. A. aprovou em assembleia o cancelamento voluntário de seu registro de companhia aberta na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Com isso, a JBS segue na Bolsa brasileira (B3) via BDR (Recibo de Depósito Brasileiro), e a JBS NV assume como emissora. A CVM, que recebeu o pedido, ainda precisará aprová-lo.
A assembleia geral da JBS aprovou o cancelamento voluntário do registro de companhia aberta. A decisão foi anunciada em Fato Relevante nesta segunda-feira (21), após autorização prévia dos donos de debêntures da 12ª emissão da empresa.
A companhia segue negociando ações via BDR. Trata-se de um certificado que permite ao investidor brasileiro utilizar a B3 para comprar ações de empresas listadas em bolsas estrangeiras, como é o caso da JBS, com capital aberto nos Estados Unidos.
Com a estrutura de dupla listagem, a JBS N.V. se torna emissora estrangeira registrada na CVM com BDRs negociados na B3. Suas ações Classe A estão listadas na NYSE (Bolsa de Nova York). A JBS S.A., permanece como subsidiária integral dentro da estrutura do grupo.
A decisão vai transformar a JBS S.A. em uma sociedade de capital fechado. "A Companhia tornar-se-á sociedade anônima de capital fechado e as Debêntures passarão a sujeitar-se às restrições", destacou a empresa no comunicado.
As debêntures são títulos de dívida emitidos para captar recursos de médio e longo prazo. A decisão sobre os papéis ocorreu sob o rito de registro automático de distribuição pública.
A Companhia tornar-se-á sociedade anônima de capital fechado e, por consequência, as Debêntures passarão a sujeitar-se às restrições de negociação previstas no artigo 86, inciso V, da Resolução da CVM nº 160, de 13 de julho de 2022.Trecho de aviso aos debenturistas da JBS
Os títulos de dívida da empresa terão regras mais duras para venda. Com o fim do registro público, a negociação dos papéis "será permitida exclusivamente entre investidores profissionais", informou a JBS.
O contrato de emissão dos papéis passará por uma alteração obrigatória em breve. A escritura assinada com a Oliveira Trust será modificada para "refletir as novas restrições à negociação aplicáveis das Debêntures", segundo o aviso.
O documento original foi assinado em julho de 2026 entre as partes. O aviso oficial aos investidores foi assinado pelo CFO global e diretor de relações com investidores, Guilherme Perboyre Cavalcanti.
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