"(O argumento) não confere [...]. O que houve foi uma redução na saúde”, disse João. - Reprodução/YouTube Blog do Jamildo O candidato ao governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), afirmou, em sabatina do podcast PodJá, na manhã desta terça-feira (22), que a justificativa usada pela governadora Raquel Lyra (PSD) para explicar o fechamento de 1.200 leitos durante a gestão dela não é válida.
Ao ser perguntado se o fechamento realmente ocorreu em decorrência à Covid-19, como explicou Raquel no primeiro debate entre candidatos ao governo de Pernambuco, promovido pela Rádio Cidade, o candidato retrucou que não. Para ele, houve, na verdade, uma redução de investimentos na saúde em comparação a outros estados do Nordeste.
“(O argumento) não confere, porque, primeiro a Bahia cresceu mais de 400 leitos; Alagoas, 200; Paraíba, 300; e a cidade do Recife, 200 leitos. Então, não foi uma redução de leito de covid. Também houve (em Pernambuco), o fechamento de hospitais: o Hospital Regional Jesus Nazareno, em Caruaru, e a retaguarda do Hospital da Restauração fecharam. Os leitos foram fechados dentro de hospitais existentes. O que houve foi uma redução na saúde”, disse.
Ainda sobre as entregas do Recife durante a própria gestão, em comparação às do mandato de Raquel Lyra como governadora, João lembrou o compromisso, se eleito, de colocar em prática 10 mil obras em áreas de morro da Região Metropolitana do Recife. De acordo com ele, as obras, no entanto, não serão restritas às áreas próximas à capital pernambucana.
“Vou levar esse programa de infraestrutura e resiliência urbana para outras cidades. Já fizemos 6 mil (obras de encostas) no Recife e vamos levar 10 mil para o estado”, prometeu.
Transnordestina No que diz respeito às obras do ramal Suape-Salgueiro da ferrovia Transnordestina, o candidato explicou o modelo que pretende colocar em prática, caso eleito, para prosseguir com a finalização. Segundo João, o andamento da ferrovia só será possível com uma parceria financeira firmada com o governo federal e esferas privadas.
“Pernambuco precisa pedir a Transnordestina ao governo federal. Pede a ferrovia, faz um fundo, o governo federal investe 80% ou 90% do valor da obra, (por exemplo), R$ 4 bilhões do governo federal e R$ 1 bilhão estadual. Ao mesmo tempo, precisamos modelar uma concessão para um operador de ferrovias operar”, detalhou.
Segundo ele, desta forma, o ramal pernambucano será mais competitivo que de Pecém, no Ceará.
“Quando a gente fizer isso, ganharemos a competitividade. Temos uma cadeia produtiva ao longo da transnordestina que é melhor do que a do Ceará, porque vamos pegar a cana-de-açúcar, o polo avícola, a bacia leiteira (por exemplo)”, argumentou.
Interferência O candidato também se mostrou preocupado com uma possível interferência do algoritmo nas eleições. Da perspectiva dele, existe um interesse político nisso, muitas vezes, de quem administra a rede social.
“Não tenho nenhuma dúvida do poder de um algoritmo em interferir no processo democrático. Se uma empresa estrangeira proprietária de uma rede social muda o algoritmo para entregar mais para quem é de (determinado) campo político, isso pode interferir na eleição. Pelo clima que se percebe do ambiente geopolítico global é de interesse essa interferência”, disse.
Para João, o principal problema está na falta de transparência sobre o funcionamento desse sistema digital.
“Não se tem transparência sobre isso, o que é grave. Não se tem como demonstrar como a interferência foi feita porque ninguém tem acesso ao algoritmo. (Mas) o papel do Brasil é defender a sua soberania, nenhuma nação pode interferir na escolha do povo brasileiro”, defendeu.




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