Especialista diz que recuperação do atleta pode ser mais rápida do que o esperado
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20.jun.2026 às 20h57
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A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) confirmou neste sábado (20) a existência de uma lesão na coxa direita do atacante Raphinha.
O camisa 11 da seleção sentiu dores na região ainda no primeiro tempo da vitória por 3 a 0 do Brasil sobre o Haiti, na véspera. O atleta precisou deixar a partida e foi substituído por Rayan.
A CBF não detalhou a gravidade da lesão sofrida por Raphinha e não ofereceu uma previsão de recuperação e de retorno do atleta.
"É um padrão típico de lesão dos [músculos] isquiotibiais. O jogador sente uma dor súbita na parte de trás da coxa, durante a corrida", explica Adriano Marques de Almeida, médico do grupo de medicina esportiva do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).
O especialista diz que não dá para saber a gravidade da lesão com base apenas nas imagens de televisão, mas não descarta a possibilidade de o atacante voltar a jogar nesta Copa do Mundo.
"Em um cenário otimista, ele pode estar recuperado em 10 a 14 dias", afirma Almeida, que também é presidente da Sbrate (Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte).
Em um cenário pessimista de recuperação, o tratamento pode exigir mais de um mês de afastamento dos gramados. Se isso se concretizar, Raphinha não atuaria mais neste Mundial.
Assim, a ausência do jogador do Barcelona no jogo contra a Escócia, na quarta-feira (24), é dada como certa. O técnico Carlo Ancelotti poderá optar, por exemplo, por Rayan ou Endrick no lugar do camisa 11.
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A nota da CBF ainda cita a adoção de "protocolo de tratamento intensivo", que visa a recuperação e o retorno do jogador no menor tempo possível.
"Cada vez menos focamos em repouso e mais na recuperação ativa da mobilidade e da força muscular", explica Almeida. "É necessário impedir o agravamento da lesão muscular e promover a cicatrização." Ele também destaca que o protocolo visa diminuir o risco de reincidência.
No caso de Raphinha, já são quatro lesões na parte de trás da coxa em um ano —ele fez 36 jogos pelo Barcelona na última temporada antes de se apresentar à seleção brasil




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