Francisco Ordonhas sagrou-se campeão da Liga MEO. Tal como em 2025, volta a celebrar o título nacional na areia. Amigos deram-lhe um banho de cerveja sem álc...
Francisco Ordonhas sucede a Francisco Ordonhas e a história de 2025 repete-se pouco mais de um ano depois.
Aos 21 anos, o surfista da Quinta dos Lombos sagrou-se bicampeão nacional de surf. O triunfo foi celebrado na areia, tal como em 2025.
Apesar de ter sido afastado da competição por Jaime Veselko nos quartos de final do Bom Petisco Peniche Pro, 5.ª e última etapa da Liga MEO Surf 2026 que terminou este domingo, em Supertubos, em Peniche, Ordonhas esperou 50 minutos para conhecer o desfecho final das contas do título. Este chegou logo após a eliminação de Guilherme Ribeiro, que necessitava de vencer a etapa, frente a João Roque Pinho, na bateria 3 dos quartos.
No ano passado, a 26 de outubro de 2025, Ordonhas, eliminado na terceira ronda, foi campeão sem a licra quando os dois candidatos ao título, Jaime Veselko e Tomás Fernandes, caíram nas meias-finais. Desta vez, não precisou de esperar tanto para celebrar na areia.
Regado da cabeça aos pés com cerveja sem álcool despejada sobre a única roupa que tinha além do fato de surf, um sempre calmo Ordonhas celebrou, junto de um grupo de amigos, o segundo título consecutivo no circuito nacional de surf.
“Não trouxe mais roupa, não estava preparado”, sorriu. “Se calhar vou para casa vestido com o fato de surf”, gracejou em conversa com o 24noticias após ser presenteado com um autêntico banho de espuma e cevada.
Cerebral e racional, o surfista de Cascais recordou a sua eliminação, nos quartos de final, fase que nunca superou em Peniche, frente a Jaime Veselko. “Fiz o que podia no meu heat. Podia ter dado para o Jaime, podiam-me dar a mim. Foi para o Jaime”, explicou.
Chegado a Supertubos como líder do ranking e de licra amarela Go Chill, com duas vitórias nas duas primeiras etapas, Figueira e no Porto, Francisco Ordonhas dependia de si mesmo para conquistar o segundo campeonato consecutivo. Teria de terminar em terceiro classificado ou, em caso de eliminação em fase anterior, esperar que Guilherme Ribeiro não triunfasse. Por isso, fez as contas a olhar para as ondas dos adversários.
“E mais uma vez fiquei na areia à espera. Já tinha tirado o fato e o João Roque Pinho fez um 10 a três minutos do fim, não estava à espera”, referiu, ao confessar estar, nessa altura, a pensar na prestação diante Jaime Veselko e nem sequer equacionar a reviravolta verificada na bateria de “Gui” Ribeiro e de que resultou a nota máxima atribuída a Roque Pinho, surfista do Sporting Clube de Portugal.
Campeão europeu Pro Junior da WSL (Liga Mundial de Surf), Francisco Ordonhas iguala Guilherme Ribeiro (2022 e 2024), surfista da Associação de Surfistas da Costa da Caparica, Miguel Blanco, (2018 e 2019) e Justin Mujica (1999 e 2010) no número de títulos de campeão nacional.
2026 ainda não terminou, mas Ordonhas fez ao 24notícias um primeiro balanço. “Foi uma boa época para mim, muito contente com tudo que aconteceu. Na Liga MEO e no QS (Qualifying Series)”, circuito regional de qualificação onde ocupa o segundo lugar do ranking e está com um pé no Challenger Series, antecâmara de acesso à elite da Liga Mundial de Surf.
“Os treinadores, toda a equipa, fizeram um trabalho importante. A minha família e os meus patrocinadores que, sem eles, não era possível ter um apoio e um conforto gigantes. Portanto, acho que isso tudo ajudou”, rematou o atleta de Cascais.
Terminada a Liga MEO, Francisco Ordonhas, um dos eleitos da seleção nacional, segue para o Mundial ISA (mundial de surf que serve de apuramento para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028), o que sucede pela primeira vez como Open (já foi na qualidade de júnior), a decorrer de 6 a 15 de novembro, no Peru. Depois de representar Portugal na prova da América Latina, viaja diretamente para o QS6000 de Taiwan (circuito de qualificação da Liga Mundial de Surf)”, prova que se realiza de 14 a 22.
A última paragem do circuito nacional, em Supertubos, serviu ainda de coroação, pro forma, da campeã feminina, Maria Salgado, cujo primeiro título de campeã foi conquistado antecipadamente, nos Açores, na Ribeira Grande, ilha de São Miguel, em junho.



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