Fantástico investiga os acidentes em uma das montanhas-russas mais famosas do Brasil A família de Júlia Bossoni, de 21 anos, que sofreu traumatismo cranioencefálico e perdeu movimentos após andar na motanha-russa Montezum, no Hopi Hari, afirma que o parque de…
Por Giulia Bucheroni, Yasmin Castro, g1 Campinas e Região
21/09/2026 08h47 Atualizado 22/09/2026
Nesta segunda-feira (21), a mãe de Júlia Bossoni afirmou que o Hopi Hari cortou o suporte financeiro à jovem após sua alta e retorno a Londrina (PR).
A família acionou a Justiça cível e criminalmente contra o parque. O tratamento de R$ 70 mil com especialistas foi pago por meio de uma vaquinha.
Júlia voltou a ser internada de 4 de agosto a 5 de setembro. Os médicos operaram a cabeça da jovem porque o couro cabeludo colou no cérebro.
Casos anteriores na Montezum incluem uma visitante que perdeu a mobilidade do pescoço em 2018 e um homem que ficou tetraplégico em 2014.
O Hopi Hari informou que segue normas de segurança e que o Ministério Público emitiu parecer atestando a regularidade e ausência de risco coletivo na atração.
Família de jovem ferida em motanha-russa diz que parque cortou ajuda após alta
A família de Júlia Bossoni, de 21 anos, que sofreu traumatismo cranioencefálico e perdeu movimentos após andar na motanha-russa Montezum, no Hopi Hari, afirma que o parque deixou de prestar assistência à jovem após a alta hospitalar.
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a mãe Danielle Rimolli afirmou nesta segunda-feira (21) que o suporte financeiro do parque limitou-se ao período de internação inicial de 57 dias em Vinhedo (SP) e foi cortado logo após o retorno da jovem a Londrina (PR).
Ela entrou na Justiça com processos cível e criminal contra o parque de diversões. A ação conjunta soma mais de 800 páginas e detalha o histórico médico da jovem. O caso, investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi exibido pelo Fantástico deste domingo (20).
"Eles acionaram o seguro exclusivamente para pagar nossa hospedagem e alimentação por dois meses em Vinhedo. Para a Júlia, não foi feito absolutamente nada [...] Eles sumiram e não deram mais um centavo", afirma Danielle.
Na segunda-feira (21), após publicação da reportagem, o Hopi Hari disse em nota que conversou com a família, identificou "lacuna" no atendimento prestado e que vai custear as despesas essenciais da jovem. Entenda clicando AQUI.
Hopi Hari soma quatro condenações em 11 meses por lesões na MontezumMontezum tem 42 metros de altura e percurso de 58 segundosJovem perde movimentos após andar em montanha-russa do Hopi HariDesaceleração brusca e 'efeito chicote': como montanha-russa pode provocar lesões neurológicas
A Montezum é a maior montanha-russa de madeira da América Latina. Inaugurada em 1999, cerca de de 42 metros de altura e pode alcançar uma velocidade de até 103 km/h em pouco mais de um quilômetro de extensão.
Segundo o laudo médico, o traumatismo foi causado por mecanismo de contragolpe durante ida na montanha-russa. "Apenas um movimento brusco de aceleração e desaceleração e rotação do crânio pode fazer a ruptura de vasos sanguíneos cerebrais", diz o neurocirurgião Victor Batistela.
Segundo a mãe, representantes do parque prometeram enviar ajuda financeira semanal para custear fraldas, remédios e cadeira de rodas, mas deixaram de responder à advogada da família. O único valor pago após a alta em Vinhedo foi de R$ 7 mil, referente ao transporte de ambulância até o Paraná.
Para garantir o tratamento da jovem com uma equipe de neurocirurgiões especialistas, que não atendem pelo plano de saúde, a família precisou pagar R$ 70 mil do próprio bolso. O valor foi arrecadado por meio de uma vaquinha.
Piora no quadro e novas cirurgias
Jovem perde movimentos após andar em montanha-russa do Hopi Hari; MP investiga — Foto: Reprodução/TV Globo




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário