O ministro da Administração Interna fala aos jornalistas diretamente de Celorico de Bastos onde visita os bombeiros voluntários

O ministro lamentou a existência de feridos e deixou um apelo aos participantes nos protestos. “Ninguém fica satisfeito com a existência de qualquer ferido”, afirmou, reconhecendo que “há um direito à manifestação” e que o motivo dos protestos tem “grande relevância europeia, nacional e social”.

“Ter uma casa é um direito que as pessoas têm”, sublinhou.

O governante defendeu que o Executivo está a trabalhar para responder ao problema da habitação, tanto através de medidas legislativas como de iniciativas no terreno. “Este Governo está a fazer tudo o que é possível do ponto de vista legal no Parlamento e do ponto de vista construtivo, como aconteceu com o PRR”, afirmou, referindo o trabalho desenvolvido com os autarcas para disponibilizar dezenas de milhares de habitações.

Luís Neves reconheceu, contudo, que a resolução do problema “vai levar anos”, reiterando o apelo para que os protestos decorram dentro dos limites legais.

“Neste quadro legal, faço um profundo apelo a que se manifestem de forma ordeira, cumprindo a lei. É isto que está aqui em causa”, afirmou, acrescentando que já fez este apelo “pela terceira ou quarta vez” e que continuará a fazê-lo “com toda a calma e tranquilidade”.

Luís Neves diz que a permanência da acampada levanta “questões de salubridade, de habitantes que ali estão e pessoas que estão nos hotéis na própria praça.” O ministro lembra ainda que a câmara municipal de Lisboa “já gastou mais de 100 mil euros na limpeza da estátua.” Lembrou ainda que já houve “declarações absolutamente inflamadas de infiltrados” e que a própria polícia tem “material apreendido que não devia ser utilizado” pelos manifestantes.