Cantora se prepara para novo lançamento, previsto para outubro; em agosto, virá a SP para apresentação com Assucena no Teatro Iguatemi
A agenda de Fernanda Takai está tudo, menos monótona. Além de apresentações solo e com o Pato Fu, a artista se prepara para lançar um álbum novo em outubro. À Coluna, ela antecipou que o trabalho será mais autoral e com muita presença feminina – escolha que, segundo ela, foi deliberada.
Prestes a completar 55 anos – começou a trajetória na música aos 22 –, Fernanda entende que o seu papel é, também, promover novas artistas. “Quando eu comecei a minha carreira eu tinha um lugar um pouco solitário, em meio a muitos homens”, lembra.
Desde que se tornou diretora da União Brasileira de Compositores, há quatro anos, ela luta para aumentar a presença de mulheres entre artistas que vivem de música.
“É uma estrada grande que eu percorri e ainda vai ser trilhada por outras pessoas. Você tem de se posicionar de um jeito a fazer com que a vida não fique tão difícil, que a gente possa somar de alguma forma.” O álbum será uma surpresa para quem a conhece. “É um disco mais autoral. Não tem nenhuma música minha com John (Ulhoa, marido, produtor do disco e compositor). Estou fazendo tudo superfechadinho porque, quando lançar, eu quero fazer essa surpresa.”
Acostumada a conduzir conversas que se misturam com música, a cantora participa também do “Por Acaso”. O projeto une dois ou mais artistas de diferentes gerações e chega a São Paulo para uma temporada no Teatro Iguatemi.
O encontro de Fernanda será com Assucena, em 19 de agosto. “A gente já se conhece há algum tempo, então não tem cerimônia. Não combinamos nada e eu acho que talvez a graça seja essa, né?” Há acaso e também estratégia, conta o idealizador do programa, Zé Mauricio Machline: “A estratégia é ver as colaborações que podem acontecer. O acaso é que as perguntas (aos artistas) não são estudadas”.
Para o porta-voz do teatro, Carlos Jereissati, a experiência é o grande diferencial que o Por Acaso oferece: “Ao combinar performances ao vivo com conversas conduzidas por Zé Maurício Machline, o projeto aproxima o público dos artistas, revelando histórias, processos criativos e encontros que dificilmente aconteceriam em outro contexto. Em uma cidade com uma oferta cultural tão ampla como São Paulo, iniciativas que criam experiências inéditas e proporcionam uma conexão mais próxima entre artistas e plateia têm um valor muito especial.”




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