Matriarca da família dos OSGEMEOS, Margarida Pandolfo deixou uma obra emocionante, em cartaz na exposição "Assim Bordei Meus Sonhos", no Museu da Imigração (SP) O post Margarida Pandolfo: a mãe que se viu artista através dos filhos apareceu primeiro em Trip | Conteúdo que transforma .
Matriarca da família dos OSGEMEOS, Margarida Pandolfo deixou uma obra emocionante, em cartaz na exposição "Assim Bordei Meus Sonhos", no Museu da Imigração (SP)
Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo e sua arte em bordados. / Créditos: OSGEMEOS
em 20 de agosto de 2026
Margarida Pandolfo viveu uma trajetória em que a arte costurou gerações. Mãe da dupla consagrada de artistas plásticos Otávio e Gustavo Pandolfo (OSGEMEOS), ela sempre alimentou a criação dentro de casa. Mas antes de os filhos pintarem o mundo, Margarida já bordava o seu próprio universo.
Sua partida, aos 82 anos, ocorreu no dia 1º de agosto, menos de um mês após a inauguração de sua primeira exposição individual no Brasil. A mostra Assim Bordei Meus Sonhos, em cartaz no Museu da Imigração de 10 de julho a 6 de outubro, em São Paulo, reúne cerca de 300 itens e se transformou no registro emocionante de uma vida dedicada ao afeto e à memória.
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Descendente de uma família de imigrantes da Lituânia vinda de Vilkaviškis, Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo nasceu em São Paulo, em 1943. Antes de se fixar na capital, sua família trabalhou em uma fazenda de café em Ribeirão Preto, no interior do estado. A veia artística veio de berço: ela cresceu observando as tapeçarias da avó, a costura da mãe e as pinturas do tio. Essa bagagem foi refinada nas aulas de Educação Artística da escola, onde dominou técnicas de tricô, crochê e bordado.
Na vida adulta, casou-se e criou os quatro filhos no tradicional bairro da Mooca, na Zona Leste paulistana. Por décadas, o bordado seguiu como uma prática silenciosa. O ponto de virada ocorreu nos anos 1990: inspirada e motivada pelas carreiras artísticas dos filhos, Margarida permitiu-se ouvir o próprio chamado criativo e dedicar-se integralmente às suas obras. “Enquanto eu bordava, sonhava com o passado, voltava no tempo, sentia que alguma coisa brotaria dentro de mim. Todos os bordados que fiz têm uma história. Acho que sou atrevida de chegar no ponto em que cheguei”, disse a artista em depoimento ao documentário que integra a exposição.
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Com curadoria dos quatro filhos, Arnaldo, Otávio e Gustavo Pandolfo, e Adriana P. Alves, a exposição integra a programação do centenário da imigração lituana no Brasil no Museu da Imigração. A mostra reúne cerca de 300 itens, entre fotografias, documentos de acervo e obras, incluindo alguns trabalhos realizados em parceria com OSGEMEOS e obras do primogênito Arnaldo Pandolfo.
A iniciativa propõe uma reflexão sobre o bordado como ferramenta de contação de histórias, estabelecendo pontes entre o Brasil, a Lituânia, a migração e os legados culturais transmitidos entre gerações.
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