Conversa breve entre chefes da diplomacia de Brasil e EUA ocorre em coquetel com delegações no aquário da cidade
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30.out.2026 às 20h50 Atualizado: 30.out.2026 às 21h37
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, conversaram brevemente nesta sexta-feira (30), em Atlanta, nos Estados Unidos, mas não trataram de eleições ou da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após sua derrota nas eleições presidenciais.
Os dois se encontraram durante um coquetel oferecido às delegações no aquário da cidade e combinaram uma reunião bilateral antes da cúpula do G20, prevista para meados de dezembro, na Flórida. Segundo o Itamaraty, Vieira e Rubio pretendem aproveitar o encontro para discutir a agenda bilateral entre Brasil e EUA. A data e o local da reunião ainda serão definidos.
A conversa ocorre em meio às tensões diplomáticas provocadas pelas declarações do presidente Donald Trump sobre a eleição brasileira e pela concessão de vistos a Flávio Bolsonaro e seus familiares.
Os chanceleres não abordaram questões específicas durante o breve encontro em Atlanta, de acordo com o Itamaraty. Apesar das críticas do presidente Donald Trump as eleições brasileiras, o secretário de Estado, Marco Rubio, não comentou sobre a reeleição do presidente Lula (PT).
Neste ano, Rubio já criticou o presidente brasileiro e culpou o ego do petista pelo fato de os Estados Unidos terem tarifado em 25% os produtos brasileiros no meio do ano.
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Como a coluna Painel mostrou, durante o evento que acontece nesta sexta e sábado (31), o ministro brasileiro recebeu cumprimentos de ao menos dez chanceleres no G20, entre eles representantes de Turquia, China, União Europeia, Alemanha, França, Canadá, México, Índia, Reino Unido e Polônia.
Nos Estados Unidos, a situação é diferente. Na quinta-feira (29), o republicano disse que pretende conversar com Lula, criticou, pela quinta vez, a votação brasileira. "Vou conversar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil", afirmou, ao ser questionado sobre a possibilidade de telefonar para o petista e parabenizá-lo pela vitória.
Perguntado sobre quem considera o vencedor legítimo da eleição, Trump evitou responder diretamente. "Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro", declarou.
O presidente americano também tem criticado a ampliação do horário de votação no segundo turno, medida que se tornou um dos principais argumentos de aliados de Flávio para questionar o resultado das urnas.
Na terça-feira (27), uma autoridade do Departamento de Estado confirmou à Folha que os Estados Unidos concederiam vistos ao senador e a seus familiares. No dia seguinte, Trump afirmou que aprovaria a entrada do brasileiro no país e disse considerar os integrantes da família Bolsonaro "pessoas decentes".
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