Dayvigo é considerado inovador porque bloqueia mecanismo que mantém a pessoa acordada, em vez de induzir o sono

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26.ago.2026 às 11h45

Medicamento contra a insônia que promete causar menos dependência do que outros disponíveis no mercado, o Dayvigo (lemborexante) deve chegar ainda neste ano ao Brasil e será vendido por cerca de R$ 200. A informação é da Eurofarma, que anunciou uma parceria com a farmacêutica Eisai para trazer o medicamento ao país.

Aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em setembro de 2025, o lemborexante é indicado para o tratamento da insônia em adultos com dificuldade para iniciar ou manter o sono. É considerado inovador porque atua de forma diferente no cérebro.

Enquanto as medicações utilizadas atualmente —especialmente as chamadas drogas "z", como zolpidem, zopiclona e eszopiclona— atuam como indutores do sono, o novo fármaco bloqueia o mecanismo que mantém a pessoa acordada.

O lemborexanto pertence à categoria de antagonista duplo dos receptores de orexina (DORA, na sigla em inglês), hormônio responsável por manter o estado de alerta. De acordo com a Eurofarma, o Dayvigo é o primeiro medicamento do tipo a ser aprovado no Brasil.

Por não atuar sobre o neurotransmissor Gaba (ácido gama-aminobutírico), o novo fármaco apresenta menor potencial de causar dependência.

Segundo a farmacêutica, o medicamento demonstrou evidências de promover uma transição para o sono mais próxima do padrão natural.

A Eurofarma será responsável pela comercialização, promoção e distribuição do medicamento no Brasil, enquanto a Eisai mantém a titularidade do registro sanitário e coordenação das diretrizes globais da marca.

A insônia é caracterizada pela dificuldade para dormir ou manter o sono. É considerada distúrbio crônico quando ocorre três vezes ou mais por semana, durante pelo menos três meses.

A condição prejudicando a qualidade de vida. Causa fadiga, sonolência, irritabilidade, dificuldade de atenção, falhas de memória e sensação de falta de energia.

A prevalência do transtorno de insônia entre adultos no Brasil é estimada em cerca de 15%, o que representa aproximadamente 24 milhões de pessoas.

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